Relação entre mineradoras e comunidade é discutida em seminário

Relação entre mineradoras e comunidade é discutida em seminário

Lideranças e profissionais do setor de mineração estiveram reunidos no 8º seminário Mineração &/X Comunidades, promovido pela Revista Brasil Mineral, em torno do tema “Como tirar o X da Questão?”, que debateu os desafios da convivência harmoniosa entre a mineração e as comunidades.

O evento foi realizado na Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), em Belo Horizonte, na última semana, 14 e 15, e contou com a participação do CEO da BAMIN, Eduardo Ledsham, e da Diretora de ESG, Relacionamento com Comunidades e Comunicação Corporativa, Rosane Santos.

No dia 14, Ledsham integrou o Fórum dos Líderes, juntamente com a participação de executivos de outras empresas convidadas. Questionado sobre o que é mais desafiador na relação das mineradoras com as comunidades, disse que Brumadinho foi um divisor de águas para o setor. “Hoje o cliente só aceita o seu produto caso apresente os certificados de segurança e nosso projeto demorou sete anos para conquistar a licença do porto, o que demonstra a resiliência da empresa.   Desde o início do nosso projeto, iniciamos um programa de formação na comunidade e atualmente 78% da mão-de-obra do empreendimento são locais. A comunidade nos vê como alavanca de prosperidade”, explica.

Finalizando o seminário, no dia 15, Rosane integrou uma mesa redonda com o tema “Como fazer dos princípios ESG uma prática comum a todos”. Estiveram debatendo o assunto Angela Vasconcelos, vice-presidente de Finanças e Administração da Equinox Brasil; Alice Borges de Almeida, gerente jurídica da Ero Brasil; e Heloisa Bortolo, gerente de Direitos Humanos, Socioeconomia, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais na Vale.

Rosane abriu o painel se apresentando na linguagem para quem não vê, levando todos a reflexão. “Não podemos nos esquecer dos grupos que fazem parte da sociedade onde nossas organizações estão atuando”. Sobre os parâmetros utilizados para adesão ao ESG nas organizações, Rosane pontuou que na BAMIN o projeto integrado da empresa – mina, ferrovia e porto – já está sendo trabalho adotando o método ESG. “Temos o GRI e o SASB como parâmetros, calcados nos ODS’s, dos quais contribuímos com 12 dos 17 objetivos do desenvolvimento sustentável. Estamos também identificando os indicadores do IBRAM, sempre pensando globalmente e atuado localmente”, frisou Rosane.

Confira a cobertura do seminário no canal do YouTube da Revista Brasil Mineral, organizadora do evento.


Publicado em: 22/06/2023