Intercâmbio de Saberes sobre Ervas Medicinais valoriza conhecimento ancestral na Aldeia Abaeté

Iniciativa da BAMIN promoveu troca de saberes entre indígenas e não indígenas, unindo tradição e conhecimento técnico-científico

 

A Aldeia Abaeté, da etnia Tupinambá, recebeu o Intercâmbio de Saberes – Ervas Medicinais: um saber ancestral, ação promovida pelo Programa de Comunicação e Interação Social do Porto Sul, em articulação com o Programa de Educação Ambiental com Comunidades. A atividade atendeu a uma demanda da Cacica Fia Tupinambá para promover a troca de conhecimentos entre indígenas e não indígenas sobre o uso e a manipulação de ervas medicinais, valorizando saberes ancestrais e fortalecendo práticas de cuidado integradas à contemporaneidade.

O intercâmbio foi realizado por meio de roda de conversa, um bate-papo mediado e com demonstrações práticas, assegurando uma troca horizontal de saberes entre tradição e ciência. Como facilitadora convidada, a gestora ambiental, espagerista e herbarista Jean Carla compartilhou conhecimentos tradicionais herdados de sua avó e de sua mãe, articulados à sua formação acadêmica em espagiria* e fitoterapia. Durante a atividade, ela apresentou técnicas, métodos e fórmulas para extração de tinturas, utilizando linguagem simples e acessível.

A ação contou com contribuições técnicas e comunitárias do médico da saúde indígena Danilo Lobo; do farmacêutico da saúde indígena Jorge Gomes; de Katu Pataxó, liderança da etnia Pataxó da Aldeia Barra Velha; de Sama Pataxó, educadora indígena da Aldeia Barra Velha; além da Cacica Fia Tupinambá e das lideranças Pita Tupinambá e Bonisson Tupinambá, da Aldeia Abaeté. Membros da comunidade local e professoras da escola indígena também participaram do encontro.

Segundo a analista de relacionamento com comunidades da BAMIN, Sandra Argolo, a iniciativa reforça o compromisso com o diálogo intercultural. “Essa ação reconhece a importância dos saberes tradicionais indígenas e fortalece a autonomia das comunidades nos cuidados tradicionais, promovendo uma construção coletiva de conhecimentos que integra tradição e ciência”, afirma.

O intercâmbio integra o Subprograma de Comunicação e Interação Social com comunidades tradicionais, em cumprimento às condicionantes do licenciamento ambiental do IBAMA e em alinhamento à Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A atividade teve como resultados esperados a valorização e o fortalecimento dos saberes ancestrais, a ampliação do diálogo intercultural, o fortalecimento comunitário e a construção coletiva de conhecimentos integrados.

* A espagiria é uma arte prática e filosófica que utiliza métodos alquímicos para purificar e concentrar a energia vital das plantas e minerais, criando remédios que agem em múltiplos níveis, conectando o homem à natureza e ao divino

 

Estas ações são exigidas como condicionante do licenciamento ambiental do Projeto Integrado da BAMIN, conforme regulamentação ambiental vigente. Porto Sul, registro nº 02001.003031/2009-84 | Licença de Instalação n.º 1362/2020, gerenciado pelo IBAMA e registro nº 2020.001.004926/LIC-04926 – portaria Nº 22.102/2021 /ANO BASE 2023, registrado pelo INEMA. Ferrovia de Integração Oeste-Leste registro nº 02001.021803/2021-56, gerenciado pelo IBAMA. 

 

 

 

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