Durante o mês de maio, marcado nacionalmente pela campanha Maio Laranja de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, a BAMIN intensificou sua atuação na região do Porto Sul com uma série de ações de conscientização, educação e mobilização social. As iniciativas envolveram trabalhadores, comunidades do entorno do empreendimento, instituições públicas, lideranças comunitárias e profissionais da rede de proteção, reforçando o compromisso da companhia com a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
Entre as atividades realizadas esteve a promoção de Diálogos Semanais de Segurança (DSS) com colaboradores da BAMIN e empresas terceirizadas, abordando o tema do combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A ação contou com a participação da assistente social Adriana Paula Montenegro Cintra, especialista em Saúde Pública e Direito Previdenciário, que atua na coordenação da Unidade de Acolhimento Renascer e no Hospital Costa do Cacau. A programação também incluiu participação no Seminário de Sexualidade da Escola de Sambaituba, em Ilhéus, reunindo adolescentes, professores, gestores e funcionários da unidade escolar para debates sobre prevenção de violências, saúde sexual, autoestima e autocuidado.
As equipes da companhia também realizaram ações porta a porta em comunidades de áreas próximas do Porto, incluindo comunidades tradicionais, levando informações sobre a campanha Faça Bonito e distribuindo materiais educativos. Outro destaque foi a participação da empresa em audiência pública na Câmara de Vereadores de Ilhéus com o tema “Proteção de Crianças e Adolescentes: Responsabilidade de Todos”, ocasião em que foram lançados programas municipais voltados à proteção da infância e adolescência, como o “Ilhéus Protege – Rede Municipal de Proteção à Criança e ao Adolescente”, além da criação do Selo Empresa Amiga da Infância e da posse do Observatório Municipal de Proteção à Criança e ao Adolescente.
A programação do mês ainda contemplou rodas de conversa com integrantes do Programa de Reassentamento sobre prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes, além da participação da BAMIN na Caminhada Faça Bonito, realizada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Na ocasião, a companhia distribuiu panfletos bilíngues sobre a campanha. As mobilizações também serão ampliadas para equipamentos turísticos estratégicos, como rodoviária, porto, aeroporto, hotéis, pousadas, restaurantes, táxis e cabanas de praia da região.
As ações integram o Programa de Prevenção à Exploração Sexual, vinculado ao Plano Básico Ambiental do licenciamento do Porto Sul, e são desenvolvidas em parceria com instituições como o Conselho Tutelar, CREAS, CRAS, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria de Promoção Social, Observatório contra a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, sindicatos, associações comunitárias e lideranças locais.
Para a analista de relacionamento com comunidades da BAMIN, Sandra Argolo, a continuidade das ações é fundamental para fortalecer a rede de proteção nas comunidades. “Manter iniciativas contínuas de educação e prevenção é essencial para romper ciclos de violência e transformar moradores em agentes de proteção. Nosso objetivo é fortalecer uma rede coletiva de prevenção, monitoramento e cuidado, envolvendo instituições, famílias, lideranças comunitárias e toda a sociedade na defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, destacou.
A mobilização em defesa da infância e da adolescência ganhou as ruas de Caetité na última segunda-feira (18), durante a realização da 3ª Caminhada Faça Bonito, promovida em alusão à campanha nacional de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. A iniciativa contou com o apoio da BAMIN, por meio do Programa de Comunicação Social, e reuniu centenas de participantes em um ato coletivo de conscientização, prevenção e incentivo à denúncia.
A programação teve início às 8h, na Praça da Catedral, onde estudantes, educadores, representantes de instituições e moradores acompanharam a apresentação da peça educativa “Semáforo do Toque”. De forma lúdica e interativa, a atividade abordou a importância da proteção do corpo, dos limites e da identificação de situações de violência. Em seguida, os participantes seguiram em caminhada até o Parque das Árvores, levando mensagens de conscientização e defesa dos direitos das crianças e adolescentes. Ao todo, cerca de 300 pessoas participaram diretamente da ação.
Parceira ativa das iniciativas desenvolvidas no município, a BAMIN vem contribuindo para o fortalecimento da rede de proteção à infância por meio do apoio a atividades educativas e de sensibilização realizadas em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social de Caetité.
Entre as ações incentivadas pela empresa estão a produção e disseminação de materiais informativos voltados ao combate ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil. “Acreditamos que a transformação social também passa pelo cuidado com as crianças e adolescentes. Apoiar ações de conscientização e fortalecimento da rede de proteção é contribuir para a construção de uma sociedade mais segura, humana e preparada para enfrentar qualquer tipo de violência contra a infância”, afirmou o diretor de Sustentabilidade da BAMIN, Marcelo Dultra.
A valorização dos saberes ancestrais e o fortalecimento da sustentabilidade estiveram no centro da ação “Implantação de Sistema Agroflorestal para recuperação de área”, realizada na Aldeia Abaeté, localizada no território indígena Tupinambá de Olivença, em Ilhéus. Promovida pelo Programa de Comunicação e Interação Social do Porto Sul, a atividade integra a segunda etapa do projeto “Intercâmbio de Saberes Ancestrais” e reuniu moradores da comunidade em torno de práticas de cultivo sustentável e preservação ambiental.
Conduzida pela herbalista e espagirista Jean Carla, a oficina envolveu a criação de canteiros e hortas, além do plantio de árvores nativas e espécies frutíferas, como a bananeira, utilizando técnicas agroflorestais. Também foram inseridas plantas ornamentais e flores que contribuem para o equilíbrio do ecossistema local. A atividade contou com a participação da Cacica Fia e dos moradores da aldeia, que acompanharam todas as etapas do plantio e receberam orientações sobre manejo agrícola e cultivo sustentável.
Mais do que uma ação ambiental, a iniciativa promoveu o resgate de conhecimentos tradicionais relacionados ao uso medicinal e fitoterápico das plantas, conectando a prática da espagiria aos saberes ancestrais indígenas. O sistema agroflorestal implantado busca ampliar a segurança alimentar da comunidade, contribuir para a regeneração do solo e fortalecer a autonomia do povo Tupinambá por meio de práticas sustentáveis e alinhadas à preservação cultural.
Após a implantação, a própria comunidade ficará responsável pelo cuidado da estrutura verde, que deverá produzir frutos nos próximos meses e se consolidar como um espaço permanente de aprendizado sobre cultivo, manejo agrícola e preservação ambiental.
De acordo com o coordenador de relacionamento com comunidades da BAMIN, Ramon Chalhoub, essa ação representa o compromisso da BAMIN e do Programa de Comunicação e Interação Social do Porto Sul com a valorização dos saberes tradicionais e o fortalecimento das comunidades do território. “O intercâmbio de conhecimentos realizado na Aldeia Abaeté une sustentabilidade, segurança alimentar e preservação cultural, respeitando a autonomia do povo Tupinambá e incentivando práticas que promovem regeneração ambiental e desenvolvimento social”, afirma.
Com uma proposta que une educação ambiental, cultura popular e produção literária, a BAMIN iniciou as oficinas do projeto Biomas da Nossa Terra em escolas localizadas na região dos quatro lotes do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1). Em 2026, o projeto chega à terceira edição com o tema “Poesia Trilhada”, utilizando a literatura de cordel para estimular estudantes de 11 a 15 anos a refletirem sobre a preservação da Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado.
A iniciativa propõe atividades educativas voltadas à relação entre os biomas brasileiros presentes na Bahia e as manifestações culturais das cidades ligadas à FIOL 1. As oficinas abordam meio ambiente, paisagem, fauna, flora, modos de vida e tradições culturais, com foco na produção de cordéis.
As oficinas já foram realizadas no município de Japumirim, no Lote 1, com atividades na Escola Antônio Imbassahy; em Lagoa Real, no Lote 4, na Escola Municipal Natalino de Oliveira Lima; na Escola Municipal Ana Silva, em Itagi, no Lote 2; e na Escola Municipal de Santa Luzia, em Contendas do Sincorá, localizada no Lote 3 da ferrovia.
Ao longo de maio, serão realizadas mais três oficinas em cada lote da ferrovia. Os estudantes vão participar de rodas de conversa, atividades de escuta, apresentações sobre os biomas e introdução à literatura de cordel. Ao final das atividades, os jovens produzirão textos autorais com apoio técnico e pedagógico.
O encerramento do projeto vai ser no início de junho com o “Sarau dos Biomas” e apresentações das produções literárias dos participantes das oficinas. Os textos também integrarão a coletânea “Poesia Trilhada”.
“A iniciativa mostra como a literatura pode estimular participação, criatividade e interesse pelos temas ambientais. É uma oportunidade de dar visibilidade às produções dos jovens e incentivar a expressão cultural dentro das escolas”, destacou o coordenador de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ramon Chalhoub.
Celebrado em 17 de maio, o Dia Mundial da Reciclagem fortalece a importância de práticas sustentáveis capazes de reduzir impactos ambientais e promover a transformação social. Nas áreas de atuação da BAMIN, iniciativas socioambientais e educacionais desenvolvidas junto às comunidades próximas ao Porto Sul, à FIOL e à Mina Pedra de Ferro vêm incentivando o reaproveitamento de materiais, a geração de renda e o fortalecimento do empreendedorismo local. Mais do que estimular a consciência ambiental, os programas apoiados pela empresa têm ajudado artesãos e trabalhadores a encontrarem novas perspectivas de vida por meio da reciclagem.
Entre essas histórias está a da artesã Margareth Vieira Pimentel, de 61 anos, moradora da região do Porto Sul. O que começou como uma forma de ocupar o tempo durante um período delicado da vida se transformou em profissão e fonte de renda. Utilizando garrafas de vidro de cerveja, vinho e frascos de esmalte vazios como matéria-prima, Margareth cria peças decorativas revestidas em biscuit, inspiradas em figuras culturais brasileiras, como as baianas e personagens populares, a exemplo de Lampião e Maria Bonita.
A trajetória ganhou novos rumos quando o trabalho dela chegou até a equipe da BAMIN, ainda no período pós-pandemia da Covid-19. A partir daí, Margareth passou a ministrar oficinas nas comunidades da região do Porto Sul, ensinando técnicas de reaproveitamento de garrafas e compartilhando sua experiência de vida. O contato também abriu portas para sua participação na Incubadora Porto Sul, implementada pela empresa em parceria com o ISUS, iniciativa que ela define como um divisor de águas. “Fomos acolhidas, incentivadas a empreender e tivemos acesso a capacitações e consultorias que talvez nunca conseguíssemos pagar. Cresci muito como artesã e empreendedora”, afirma.
Para ela, o impacto da reciclagem vai além da geração de renda. “Cada peça produzida ajuda a criar consciência ambiental. Quem compra também participa desse cuidado com o meio ambiente”, destaca Margareth, que hoje se diz orgulhosa de fazer parte da “família BAMIN”.
No município de Pindaí, região da Mina Pedra de Ferro, a artesã Eva Carvalho Santos Barbosa, de 58 anos, carrega no trabalho uma tradição familiar passada entre gerações. Utilizando fibras vegetais de milho, bananeira e taboa, Eva aprendeu ainda na infância as técnicas artesanais observando o pai produzir chapéus, esteiras e jacás. A atividade, que nasceu dentro de casa, tornou-se sua principal profissão.
A participação no Programa Transformar, apoiado pela BAMIN, trouxe novas possibilidades para o negócio. Segundo Eva, os cursos de capacitação ajudaram no aperfeiçoamento das peças e fortaleceram a comercialização dos produtos. “Passei a ter mais confiança no meu trabalho, aumentei a renda da minha família e comecei a ser reconhecida como referência no artesanato”, conta. Hoje, ela participa de feiras regionais e possui clientes em diferentes cidades.
Eva também destaca a importância de romper preconceitos históricos em torno do artesanato. “Muita gente ainda pensa que ser artesão é coisa do passado. Hoje eu digo com orgulho: minha profissão é artesã”, afirma. Para ela, reciclar é um ato de transformação e preservação. “É a partir dessa transformação que nasce a beleza de criar e a esperança de um futuro com um planeta mais limpo”.
Já nas proximidades da FIOL, o artesão Jailson Matos Santos, de 39 anos, encontrou na reutilização de canos de PVC uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional. Inspirado pelo irmão, que trabalha há mais de uma década produzindo luminárias artesanais, Jailson começou a enxergar na arte uma forma de expressão e aprendizado. “A vida é feita de detalhes, assim como cada luminária”, resume.
A participação na Rede de Integração Oeste-Leste de Economia Solidária e Circular (RIOLESC) foi fundamental para fortalecer o negócio. Jailson destaca que as capacitações ajudaram principalmente na gestão e na precificação dos produtos, além de melhorar sua abordagem com os clientes. Mas o principal impacto, segundo ele, foi na autoestima. “Foi a primeira vez que participei de um curso voltado para minha área de atuação. Estar ao lado de outras pessoas buscando crescimento também me motivou muito”.
No Dia Mundial da Reciclagem, Jailson acredita que a data representa a valorização da arte e da transformação social. “É através da reciclagem que surgem muitas artes, e essas artes nos transformam e fazem da gente pessoas melhores”.
“As histórias de Margareth, Eva e Jailson mostram que reciclar vai além do reaproveitamento de materiais. É também uma ferramenta de inclusão social, geração de renda, valorização cultural e fortalecimento comunitário”, analisa a coordenadora de Relações com as Comunidades da BAMIN, Ana Paula Dias. Ela ainda acrescenta que nas regiões onde a BAMIN atua, iniciativas voltadas para sustentabilidade e empreendedorismo seguem ajudando a transformar resíduos em oportunidades e talentos em novos caminhos de vida.
Na região de Caetité, em comunidades próximas da Mina Pedra de Ferro, associações e grupos produtivos apoiados por projetos desenvolvidos pela BAMIN vêm ampliando a atuação conjunta e criando uma rede de cooperação entre iniciativas que antes atuavam de forma isolada. O movimento já resulta em aumento de produtividade e encomendas, melhor organização do trabalho e surgimento de parcerias comerciais entre as próprias entidades apoiadas.
Um dos exemplos mais recentes ocorreu no último mês de março, quando a Associação das Mulheres Produtoras de Guirapá e Adjacências (AMPGA) e o grupo de artesanato Mãos que Bordam, ambos assessorados do Projeto Transformar da BAMIN, se uniram para atender a uma demanda institucional da Rede Recicla Sertão. A parceria resultou na produção de 136 conjuntos de uniformes, entre camisas e calças.
A Rede Recicla Sertão reúne cinco cooperativas de coleta de resíduos recicláveis. Duas delas, a Coopercicli e a ASCALIN, recebem apoio do Projeto Circuito do Lixo da BAMIN. Em maio de 2025, a AMPGA já havia confeccionado uniformes destinados às duas cooperativas.
No mesmo período, a Associação das Mulheres Produtoras de Guirapá e Adjacências também tinha produzido as peças utilizadas por outra entidade apoiada pelo Projeto Tranformar, a COOPMEL, durante as atividades de assistência técnica realizadas junto aos meliponicultores locais.
Meses depois, em setembro, a AMPGA voltou a atender outra demanda ligada aos grupos apoiados pela BAMIN. Desta vez, confeccionou as camisas usadas pelo Grupo Abelhas Nativas de Licínio de Almeida durante a participação no Simpósio de Meliponicultura dos Biomas, em Vitória da Conquista. Na ocasião, o grupo conquistou o prêmio de melhor mel do Brasil.
Além da geração de renda, os encontros entre os grupos e associações vêm contribuindo para aprimorar processos internos, ampliar o planejamento das atividades e incentivar a organização coletiva, como explica a coordenadora de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ana Paula Dias. “A troca de experiências entre costureiras, catadores, artesãos e produtores rurais também passou a ajudar na busca de soluções para desafios comuns, como prazos de entrega, divisão de tarefas e acesso a novos mercados”, afirma a gestora.
Para Ana Paula, o fortalecimento da rede de cooperação vem estimulando a circulação de recursos entre as próprias entidades apoiadas. “É um sistema que vem ampliando oportunidades econômicas e criando condições para continuidade das atividades desenvolvidas pelos grupos produtivos da região”, complementa.
Sobre o Projeto Transformar
O Projeto Transformar, desenvolvido pela BAMIN e executado pela empresa 3º Setor, apoia associações e grupos produtivos em comunidades próximas da Mina Pedra de Ferro por meio de capacitações, assistência técnica e incentivo à organização produtiva. A iniciativa busca ampliar oportunidades de geração de renda, fortalecer o empreendedorismo local e apoiar a inserção dos grupos em novos mercados.
Sobre o Projeto Circuito do Lixo
O Projeto Circuito do Lixo, desenvolvido pela BAMIN em parceria com cooperativas e associações de catadores da região da Mina Pedra de Ferro, atua com coleta seletiva, reciclagem, compostagem e educação ambiental em municípios do interior da Bahia. A iniciativa oferece apoio técnico e estrutural às entidades participantes, contribuindo para geração de renda, melhoria das condições de trabalho e fortalecimento da gestão de resíduos sólidos nas comunidades atendidas.
A Associação de Mulheres de João Barroca e Adjacências, localizada no entorno do distrito de Brejinho das Ametistas, tem se destacado como uma referência de organização produtiva feminina na região da Mina Pedra de Ferro. Com apoio do Projeto Transformar, da BAMIN, executado pela empresa 3º Setor, o grupo reúne atualmente mulheres que encontraram na produção de alimentos uma alternativa de geração de renda e fortalecimento comunitário.
A iniciativa vem passando por um processo de expansão impulsionado pela diversificação dos produtos e pela qualificação das atividades produtivas. Mais de 90 horas de capacitações promovidas pelo Projeto Transformar contribuíram para aprimorar técnicas de produção de sequilhos finos, pizzas, bolos, salgados e confeitaria.
Com isso, a associação passou a atuar com um cardápio mais amplo e organizado, atendendo desde pequenas encomendas até demandas de maior porte, incluindo serviços de buffet, fornecimento de merenda escolar e, mais recentemente, a comercialização de produtos em supermercados do município.
“Esse avanço representa um passo importante para ampliar a presença dos produtos da associação no mercado, fortalecer a atuação do grupo e criar novas oportunidades de geração de renda para as mulheres envolvidas”, afirma a coordenadora de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ana Paula Dias.
Com o crescimento da demanda e as limitações causadas pela baixa capacidade do principal equipamento utilizado na produção, o Projeto Transformar realizou a aquisição e entrega à entidade de um forno industrial. O investimento trouxe mais eficiência ao processo produtivo, ampliando a capacidade de fabricação e garantindo mais agilidade nas entregas. “Investir em estrutura é fundamental para que iniciativas como essa consigam crescer de forma sustentável, ampliar sua produção e acessar novos mercados com mais competitividade”, destaca Ana Paula.
O fortalecimento da estrutura produtiva também possibilitou a consolidação de parcerias estratégicas, como a desenvolvida com a Cooperativa Mista Agropecuária para o Desenvolvimento Auto-Sustentável da Agricultura Familiar (COOMADAC). A parceria é voltada à produção de biscoitos para atendimento de editais, chamadas públicas e contratos institucionais destinados ao fornecimento de merenda escolar.
“A ação representa um importante avanço para a geração de renda, fortalecimento do empreendedorismo feminino e ampliação das oportunidades de desenvolvimento socioeconômico da comunidade”, ressalta a coordenadora de Relacionamento com Comunidades da BAMIN.
Os resultados já refletem diretamente na economia local e no fortalecimento da agricultura familiar. Em 2025, a unidade de João Barroca alcançou a produção de 1.332,5 kg de biscoito de polvilho salgado e 343 kg de biscoito de polvilho doce, demonstrando o crescimento da capacidade operacional e o potencial de expansão da iniciativa.
Para 2026, a expectativa é ainda maior, com previsão de produção de 3.273 kg de biscoito avoador a partir de um contrato já firmado. O volume previsto representa quase o dobro da produção atual e amplia as perspectivas de inclusão produtiva e fortalecimento econômico para as famílias participantes.
“Quando apoiamos iniciativas como essa, contribuímos para deixar um legado de desenvolvimento sustentável no território, estimulando autonomia, geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida das comunidades”, conclui Ana Paula Dias.
A comunidade de Sambaituba recebeu uma iniciativa que uniu cultura, educação e expressão criativa por meio da Oficina de Capacitação em Audiovisual com a temática “Narrativas Negras em Movimento”. Promovida pela BAMIN, a ação teve como foco estimular o protagonismo juvenil e fortalecer a identidade cultural local, utilizando o audiovisual como ferramenta de construção de narrativas próprias.
Realizada com estudantes da Escola de Sambaituba, a oficina reuniu alunos do 9º ano, e participantes de regiões adjacentes que tiveram a oportunidade de desenvolver habilidades criativas e explorar novas formas de comunicação. A proposta central foi incentivar os jovens a reconhecerem e valorizarem suas vivências e referências culturais, transformando suas histórias em conteúdos audiovisuais com identidade local. A condução da atividade ficou a cargo da comunicadora Larissa Paixão, integrante do Coletivo Audiovisual de Ilhéus, que trouxe sua experiência na área para orientar os participantes durante o processo de criação.
A escolha da temática “Narrativas Negras em Movimento” dialoga diretamente com a realidade de Sambaituba, reforçando a importância da visibilidade étnico-cultural e da valorização das memórias coletivas. Em territórios como esse, iniciativas que promovem a afirmação identitária contribuem para o fortalecimento cultural e para a preservação das raízes históricas da comunidade.
A oficina integra o Programa de Valorização da Cultura, iniciativa da BAMIN voltada ao fortalecimento do relacionamento com comunidades e ao incentivo de ações socioculturais que promovam educação e desenvolvimento social. Ao escolher Sambaituba como local da atividade, a empresa reafirma seu compromisso com a ampliação de oportunidades educativas e culturais em territórios da sua área de atuação.
Segundo o coordenador de relacionamento com comunidades da BAMIN, Ramon Chahoulb, a ação reflete o compromisso da empresa com a transformação social por meio da cultura. “A oficina de Narrativas Negras em Movimento é uma ferramenta importante para estimular o protagonismo dos jovens, permitindo que eles contem suas próprias histórias e valorizem suas origens. Acreditamos que, ao incentivar esse processo criativo, contribuímos para a formação de cidadãos mais críticos, conscientes e conectados com o seu território”, destacou.
Entre os resultados esperados, estão o desenvolvimento imediato de competências criativas e comunicacionais, além do fortalecimento da autoestima dos participantes. A longo prazo, a proposta é contribuir para a formação de jovens mais engajados, capazes de produzir novos olhares sobre o cotidiano e atuar como agentes de transformação em suas comunidades.
Em homenagem ao Dia das Mães, celebrado no próximo domingo (10), o BAMIN em Ação apresenta três histórias de mulheres que conciliam a maternidade com a busca por autonomia financeira e oportunidades de crescimento nos territórios de atuação do Projeto Integrado Mina de Ferro.
São trajetórias como as de Edilene Alves, 37 anos, moradora de Caetité, na região da Mina Pedra de Ferro. Casada e mãe de três filhos – um rapaz de 18 anos e duas meninas de 16 e 11 -, ela encontrou na Coopercicli uma oportunidade de reconstruir a própria trajetória e garantir melhores condições para a família.
Apoiada pelo Projeto Circuito do Lixo da BAMIN, a Coopercicli é formada por 39 cooperados e atua há 17 anos na coleta, triagem e comercialização de resíduos sólidos, promovendo geração de renda, inclusão produtiva e sustentabilidade no sertão baiano.
Edilene entrou para a cooperativa em 2010, depois de anos trabalhando como diarista em casas de família. Foi presidente da entidade por dois mandatos seguidos, representando todos os cooperados com muita dedicação. Sempre buscando a melhoria para todos, era admirada pela força de vontade e determinação.
Atualmente integra o Conselho Fiscal da cooperativa que a ajudou a mudar de profissão, dando-lhe também melhores perspectivas. Com o novo trabalho, voltou a estudar e concluiu o ensino médio, algo que parecia distante.
Até entrar na cooperativa, Edilene enfrentou dificuldades. “Hoje, meus filhos têm alimentação à mesa completa. Antes era mais difícil, com muita dificuldade, chegamos a passar fome”, lembra. A renda conquistada, somada à do esposo, ajudou a garantir dignidade no dia a dia da família.
Uma das conquistas mais simbólicas veio com o tempo. “Meu filho mais velho, quando completou 10 anos, me pediu uma bicicleta, mas eu não tinha. Graças ao trabalho na Coopercicli consegui me organizar para dar de presente no aniversário de 13 anos. Ele tem essa bicicleta até hoje”, recorda orgulhosa.
A estabilidade financeira também trouxe segurança habitacional. A família deixou o aluguel e conquistou a casa própria por meio do programa Minha Casa Minha Vida, viabilizada pela renda obtida na cooperativa. Segundo Edilene, a chegada do Circuito do Lixo facilitou. “Com a entrada da Coopercicli no projeto da BAMIN tudo melhorou”, resume.
Os planos para o futuro refletem uma realidade mais estável e cheia de possibilidades. Edilene pretende comprar um carro e iniciar uma faculdade em Segurança do Trabalho nos próximos anos. “A Coopercicli hoje representa dignidade, força, esperança para a vida de minha família”, conclui.
A história de Elania Borges
Em Jequié, município por onde passam os trilhos do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1), a rotina da empreendedora Elania Borges dos Santos, de 35 anos, é dividida entre a administração da empresa Elania Brindes e Fardamentos e os cuidados com os dois filhos, de 8 e 4 anos. Apoiada pela RIOLESC, iniciativa da BAMIN, ela encontrou no empreendedorismo uma alternativa para ampliar a renda familiar sem abrir mão de acompanhar de perto o crescimento das crianças.
A trajetória da empresa começou há dez anos, de forma simples, na garagem da casa da mãe de Elania. Com dedicação e crescimento gradual da clientela, o negócio conquistou um espaço próprio e hoje funciona em uma loja anexa à residência da empreendedora. Costureira de profissão, ela atua na confecção de uniformes e brindes personalizados, atendendo desde pequenas encomendas até grandes pedidos para empresas, igrejas e congressos. O esposo, sócio na empresa, é responsável pelo design e desenvolvimento das artes.
Apesar da rotina intensa, a empresária destaca que a flexibilidade proporcionada pela atividade permite estar presente em momentos importantes da vida dos filhos. “Consigo participar das consultas médicas, das atividades escolares, das reuniões e apresentações. Isso é muito importante para mim”, afirma.
O contato com a RIOLESC aconteceu em 2025, quando ela forneceu camisas para ações promovidas pela rede. A experiência despertou o interesse em conhecer melhor a iniciativa e participar das capacitações oferecidas remotamente. Para Elania, o formato online também facilitou a organização da rotina familiar.
“Consigo me planejar com as atividades das crianças para participar das aulas. Isso ajuda muito na logística em casa e faz toda a diferença para quem precisa equilibrar trabalho, estudos e maternidade”, conta.
Ao longo da participação na RIOLESC, Elania afirma que aprimorou conhecimentos importantes para a gestão do empreendimento, especialmente na organização financeira, formação de preços e ampliação da rede de contatos. A experiência foi tão positiva que ela decidiu integrar a edição 2026 do projeto.
“O mercado está sempre mudando, então essa é uma oportunidade importante para buscar conhecimento e atualização”, destaca.
A experiência com as aulas remotas da RIOLESC também abriu novos horizontes pessoais e profissionais. Motivada pela boa adaptação ao ensino a distância, Elania iniciou, no segundo semestre de 2025, a graduação em Administração na modalidade de Ensino à Distância (EAD).
“Percebi que conseguia acompanhar bem as aulas online e isso me incentivou a buscar uma faculdade. Hoje estou cursando Administração”, afirma.
Ao falar sobre maternidade e empreendedorismo, Elania reconhece os desafios da dupla jornada, mas faz questão de incentivar outras mulheres a persistirem em seus objetivos. “É cansativo empreender e conciliar a maternidade, mas não podemos focar apenas no cansaço. Precisamos correr atrás dos nossos sonhos, com fé em Deus e determinação. Não desistam”, aconselha.
A trajetória de Cleide Oliveira
Na comunidade do Valão, na zona rural de Ilhéus, a rotina de Cleide Oliveira, de 46 anos, é dividida entre o empreendedorismo, os estudos, a atuação comunitária e a maternidade. Mãe de três filhos, um rapaz de 18 anos e duas adolescentes de 16 e 14, ela encontrou na produção de doces artesanais uma oportunidade de ampliar a renda da família.
Proprietária da marca Delícias da Cleide, a empreendedora produz geleias, cocadas, biscoitos e diversas guloseimas feitas com frutas orgânicas provenientes da agricultura familiar da fazenda do sogro. Embora as geleias sejam o principal produto da marca, Cleide conta que as cocadas costumam ser o grande destaque nas feiras e eventos. “É o que mais vende. Quando participo de eventos, não volta nada para casa”, conta, sorrindo.
A criação da marca aconteceu em 2024, a partir da participação de Cleide na incubadora social da BAMIN, iniciativa desenvolvida na região do Porto Sul para apoiar empreendedores locais. Apesar de já comercializar os produtos informalmente, foi a partir do projeto que o negócio ganhou estrutura mais profissional.
Com a incubadora teve acesso a ferramentas de marketing, gestão do negócio e orientação sobre precificação. “A assessoria do projeto impulsionou o nosso crescimento, ajudou a melhorar as vendas e abriu novas oportunidades. Já fui indicada até para fornecer produtos em eventos da BAMIN fora do estado”, afirma.
Além da atuação no empreendedorismo, Cleide também ocupa o cargo de vice-presidente da Associação dos Pequenos Produtores e Produtoras Rurais do Valão. Paralelamente, segue investindo na formação acadêmica. Atualmente cursa o sétimo semestre da graduação em Administração e já possui formação técnica em Agroindústria. Conciliar tantas atividades exige organização e persistência. “Sou uma pessoa que não desperdiça oportunidades. Quando elas aparecem, eu me agarro e sigo em frente”, destaca.
A decisão de retomar os estudos veio depois de anos dedicados à maternidade e à família. Cleide conta que teve o primeiro filho aos 27 anos e, durante muito tempo, deixou os projetos profissionais em segundo plano. Aos 39 anos decidiu mudar essa realidade. “Voltei a estudar. Fiz o curso técnico e depois entrei na faculdade. Como mãe, acredito que precisamos servir de exemplo para os nossos filhos. Eu queria conquistar uma formação acadêmica também por isso”, explica.
Segundo ela, o impacto dessa decisão já pode ser percebido dentro de casa. O filho mais velho atualmente também cursa uma graduação e acompanha de perto a trajetória da mãe empreendedora. “Hoje eles entendem que, mesmo que o mercado formal seja difícil, também é possível empreender e construir o próprio caminho. A incubadora foi importante para consolidar minha atividade de forma profissional”, afirma.
Ao falar sobre ser mãe, Cleide resume o sentimento em uma mensagem direcionada a outras mulheres. “A maternidade nos enriquece, porque nos ensina a compartilhar amor e ensinamentos para a vida”, conclui.
Foi lançada, na noite da última segunda-feira (27), em formato online, a edição 2026 da Rede de Integração Oeste-Leste de Economia Solidária e Circular (RIOLESC). Neste ano, o programa conta com 46 empreendedores inscritos, que participarão de uma jornada de formação voltada ao desenvolvimento e fortalecimento de iniciativas produtivas em seus territórios.
A RIOLESC é um projeto criado em 2023 pela BAMIN em parceria com o CIEDS, com foco no apoio a pequenos empreendedores nas regiões por onde passa a Ferrovia de Integração Oeste-Leste. A iniciativa oferece capacitação em gestão, apoio técnico e incentivo à comercialização, além de promover feiras regionais, com o objetivo de gerar renda e impulsionar o desenvolvimento econômico local. Desde a sua criação, já beneficiou mais de 150 empreendedores em diferentes municípios da Bahia.
A edição 2026 foi estruturada a partir de um processo de escuta ativa com os participantes. O levantamento identificou desafios, expectativas e oportunidades nos territórios. Com base nesse diagnóstico, foi definida uma trilha formativa alinhada às demandas dos empreendedores, com foco na aplicação prática dos conteúdos.
Os encontros formativos serão às segundas-feiras de maio e junho, das 18h30 às 20h30. As atividades incluem conteúdos voltados ao desenvolvimento de competências empreendedoras, espaços de troca de experiências e estímulo à construção coletiva de soluções aplicáveis aos negócios dos participantes.
A conclusão está prevista para 10 de julho, com a Feira RIOLESC, no município de Caetité. A etapa vai reunir os participantes que concluírem a formação, apresentando as iniciativas desenvolvidas ao longo do ciclo. Para o diretor de Sustentabilidade da BAMIN, Marcelo Dultra, a iniciativa reforça o papel da empresa no desenvolvimento regional. “A RIOLESC consolida o apoio à agricultura familiar, pesca, cultura popular e inovação, contribuindo para uma economia mais justa, circular e conectada aos territórios”, afirmou.
A Cooperativa dos Apicultores e Produtores Apícolas e Derivados da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Região do Rio Gavião e Serra Geral (COOPMEL), vem registrando um crescimento expressivo na produção de mel de abelhas nativas da espécie Jataí na Bahia e no Nordeste. Esse resultado tem sido alcançado com o apoio da BAMIN por meio do Projeto Transformar, iniciativa de fortalecimento de associações e cooperativas nas proximidades da Mina Pedra de Ferro e que é executada pela empresa 3º Setor.
Com 43 beneficiários diretos no eixo de meliponicultura, a COOPMEL vem ampliando a geração de renda e o desenvolvimento produtivo no território. Atualmente no terceiro ciclo do Projeto Transformar, o avanço é significativo, com a expansão das colônias ativas de 796 para 2.840.
O fortalecimento da produção também é resultado da ampliação da capacidade instalada. Nesse sentido, a BAMIN contribuiu de forma decisiva ao viabilizar a aquisição de 1.200 caixas para manejo das colmeias, o que permitiu aumentar o potencial produtivo e oferecer melhores condições para o trabalho dos apicultores locais.
Os resultados são expressivos. Na safra atual, a produção já ultrapassa 700 quilos de mel de abelha Jataí, um salto em relação aos 180 quilos registrados em 2022. No mesmo período, o faturamento bruto do meliponário mais que quintuplicou, evidenciando o fortalecimento da atividade e a ampliação das oportunidades econômicas para as famílias envolvidas.
Com estrutura fortalecida e produção em expansão, a COOPMEL amplia sua presença no mercado nacional, levando seu mel para diferentes regiões do país e consolidando o trabalho desenvolvido no âmbito do Projeto Transformar, como explica a coordenadora de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ana Paula Dias. “Nos orgulhamos em fazer parte dessa história de crescimento, contribuindo para fortalecer a produção local, ampliar oportunidades e construir um legado para as comunidades envolvidas”, completou a gestora.
Outro avanço importante está na qualificação do processo produtivo. O Projeto Transformar apoiou a cooperativa com a entrega de 50 bombonas destinadas à maturação do mel. O processo garante controle de umidade, estabilização do produto após a colheita e melhora da conservação, assegurando padrão de qualidade e ampliando a capacidade de processamento.
O crescimento também se reflete na diversificação das espécies manejadas, que além da Jataí incluem Mandaguari, Mandaçaia, Mocinha Preta, Iraí e Mirim, agregando valor à produção.
Mulheres da comunidade de Aritaguá estão ampliando suas possibilidades de geração de renda a partir do cacau. A Oficina Produtiva de Geração de Renda com Derivados de Cacau, promovida pela BAMIN, nesta segunda, 27, reuniu participantes do Subprograma de Reassentamento Rural em uma iniciativa voltada ao protagonismo feminino e ao fortalecimento da autonomia econômica no contexto rural.
A ação teve como principal objetivo capacitar mulheres para o beneficiamento do cacau, agregando valor à produção agrícola das famílias reassentadas e criando oportunidades de renda. A iniciativa surgiu a partir da escuta ativa das demandas das próprias comunidades, que apontaram a necessidade de diversificar as fontes de sustento e potencializar o uso do cacau produzido na região. Nesse contexto, a oficina também integra estratégias mais amplas de recomposição dos meios de subsistência de produtores reassentados e economicamente deslocados.
Na prática, a oficina foi estruturada de forma integrada, combinando conteúdos teóricos e atividades práticas, além da valorização dos saberes tradicionais das participantes. Inicialmente, foram abordados aspectos sobre a origem do cacau e as diferenças entre o cacau comum e o cacau fino de aroma, destacando as diferenças de valor de mercado. Em seguida, houve uma reflexão sobre o papel das mulheres na cadeia produtiva, reconhecendo sua atuação desde o cultivo até a comercialização.
A etapa de transformação apresentou técnicas de beneficiamento e a produção de derivados com alto valor agregado, como nibs, geleias e licores. As participantes também acompanharam uma aula prática de produção de chocolate caseiro, com demonstração detalhada e orientações sobre custos, precificação e margem de lucro, aproximando o conhecimento técnico da realidade econômica local. A oficina incluiu ainda orientações sobre acesso ao mercado, estratégias de comercialização e fortalecimento da identidade dos produtos.
O público-alvo da ação foi composto por mulheres direta e indiretamente beneficiadas pelo Subprograma de Reassentamento Rural, incluindo pescadoras e marisqueiras, fortalecendo a inclusão produtiva em diferentes frentes da economia local.
De acordo com a analista de relacionamento com comunidades da BAMIN, Sandra Argolo, a iniciativa representa um passo importante para a autonomia das participantes. “Ao investir na capacitação das mulheres e no beneficiamento do cacau, conseguimos ampliar as possibilidades de geração de renda e fortalecer o protagonismo feminino. É uma ação que conecta o conhecimento técnico com a realidade das comunidades, criando caminhos concretos para o desenvolvimento sustentável”, destaca.
A capacitação em derivados de cacau contribui diretamente para o fortalecimento da economia local ao transformar a matéria-prima em produtos com maior valor de mercado, ampliando a margem de lucro das famílias e incentivando o empreendedorismo.
A ação foi realizada pelo Subprograma de Reassentamento Rural, em articulação com o Programa de Apoio ao Empreendedorismo, que apresentou a Incubadora Social do Porto Sul como uma oportunidade para as participantes interessadas em desenvolver produtos e estruturar seus próprios negócios no futuro. A iniciativa também contou com a interface do Programa de Comunicação e Interação Social, que abordou a temática da violência contra a mulher, ampliando o alcance social da atividade e promovendo um espaço de diálogo e conscientização.
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