A BAMIN promoveu, nesta terça, 7, mais uma edição da ação Cultura Oceânica, desta vez, na comunidade de Ponta da Tulha, reunindo cerca de 33 estudantes do Ensino Fundamental II da Escola Municipal local em uma programação voltada à educação ambiental e à valorização dos recursos marinhos. Realizada em parceria com o projeto de extensão “Ciência é Minha Praia”, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), e com o Programa de Educação Ambiental com Comunidades, a iniciativa teve como foco despertar o interesse de alunos, professores e moradores para a biologia marinha e a importância dos oceanos para a manutenção da vida no planeta.
Durante a atividade, os estudantes participaram de palestras, apresentações sobre a biodiversidade local, contato com organismos vivos, experiências em realidade virtual e dinâmicas lúdicas, como o jogo “Pescaria Legal”, que aborda práticas de pesca sustentável e a problemática do lixo no mar. A programação também incluiu a dinâmica da Fauna Silvestre Aquática, voltada à conscientização sobre o uso responsável dos recursos pesqueiros e a preservação da vida marinha.
A ação integra o Programa de Compensação para Atividade Pesqueira e reforça a estratégia da BAMIN de promover o diálogo com comunidades pesqueiras, incentivando práticas sustentáveis e o manejo consciente dos recursos naturais. A expectativa é ampliar a iniciativa para outras localidades da região, adaptando as atividades às realidades de cada território e fortalecendo o engajamento comunitário.
De acordo com o coordenador de relacionamento com comunidades da BAMIN, Ramon Chalhoub, a ação de Cultura Oceânica é uma oportunidade de aproximar os estudantes da realidade dos oceanos e do papel fundamental que eles desempenham para a vida e para a economia das comunidades costeiras. “Ao estimular o conhecimento e a reflexão sobre práticas sustentáveis, contribuímos para a formação de jovens mais conscientes e engajados com a preservação ambiental, ao mesmo tempo em que fortalecemos nossa relação de confiança com as comunidades”.
O primeiro trimestre de 2026 foi marcado por uma série de entregas estratégicas no Projeto Integrado Pedra de Ferro, da BAMIN, que engloba a Mina Pedra de Ferro, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL1) e o Porto Sul. As ações realizadas demonstram o avanço consistente na preservação dos ativos, na segurança operacional e na preparação do empreendimento para uma futura retomada.
Na Mina Pedra de Ferro, o período foi desafiador, especialmente em função do volume de chuvas superior ao registrado em anos anteriores. Desse modo, a equipe intensificou as atividades de manutenção, com aumento de 40% nas ações em comparação ao mesmo período de 2025, totalizando 138 intervenções, todas realizadas sem registro de acidentes. “Houve uma atuação intensa para garantir a segurança operacional, com correções imediatas e intervenções que asseguraram a integridade das estruturas durante todo o período chuvoso”, detalha o gerente de Operação de Mina, João Soares.
Mesmo com a suspensão da lavra, a mina segue em condições adequadas para um retorno imediato das operações. Entre as iniciativas, destacam-se revitalização de acessos, leiras, bermas, taludes, sinalizações, limpezas de caixas de contenção de sedimentos, e eliminação de desvios de segurança, além do desenvolvimento de um plano de drenagem mais robusto para a pilha de estéril. “Seguimos com ações que vão desde manutenções imediatas até intervenções estruturantes, sempre com foco na segurança e na conformidade com as normas vigentes”, afirma João Soares.
Na FIOL1, as atividades foram fundamentais para preservar a infraestrutura já implantada. De acordo com o gerente de Manutenção e Implantação da ferrovia, Rodolpho Neri, foram realizados 16 tratamentos de processos erosivos em taludes, além da desobstrução de 108 bueiros e de mais de 15 quilômetros de valetas de drenagem. Também foi realizada a manutenção de 52,2 quilômetros de acessos e serviços de limpeza em 13,4 quilômetros da plataforma ferroviária. “As ações de manutenção evitam retrabalhos onerosos e garantem a integridade dos ativos executados”, destaca.
As condições climáticas também exigiram atuação na ferrovia, especialmente em trechos mais críticos, demandando planejamento e priorização das frentes de trabalho. Todas as metas estabelecidas para o período foram alcançadas. “Com planejamento antecipado, conseguimos superar os desafios e manter a funcionalidade dos ativos, evitando penalidades contratuais e mitigando riscos ambientais”, acrescenta Rodolpho Neri.
No Porto Sul, as ações seguiram voltadas à manutenção da integridade dos ativos e à continuidade operacional. Entre as principais atividades estão a recuperação de acessos, roçagem de áreas, limpeza e melhorias nos sistemas de drenagem, aplicação de hidrossemeadura, além de reparos em cercas e sinalização. Segundo a gerente de Projetos e Manutenção da BAMIN, Patrícia Albuquerque, houve avanços importantes na melhoria da trafegabilidade, na estabilidade das estruturas e na padronização das rotinas de inspeção. Ela acrescenta que a atuação no Porto também evidenciou ganhos em eficiência e gestão. “O período reforçou uma mudança de abordagem, com foco em gestão de ativos, maior integração entre equipes e melhor capacidade de priorização técnica”, explica Patrícia Albuquerque. Esse conjunto de ações contribui para a preservação dos investimentos já realizados, redução de custos futuros e aumento da prontidão para a retomada das obras.
Além das frentes operacionais, áreas como Suprimentos, Saúde, Segurança Ocupacional, Facilities, Jurídico e Regulatório tiveram papel estratégico no período, com revisão de processos, simplificação de fluxos e ganhos de eficiência. A atuação integrada entre as equipes fortaleceu a resiliência do projeto. O resultado é um balanço positivo, que evidencia a capacidade do Projeto Integrado Pedra de Ferro de avançar com consistência, mantendo segurança, sustentabilidade e preparação para as próximas etapas.
Pequenas mudanças na rotina podem gerar grandes impactos na saúde e no bem-estar. Em meio à correria do dia a dia, adotar hábitos simples como manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas e cuidar da saúde mental faz toda a diferença para garantir mais disposição, qualidade de vida e até melhor desempenho nas atividades diárias.
Celebrado na última terça, 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde reforça justamente essa mensagem: a importância de cuidar da saúde de forma contínua e acessível. Criada para ampliar a conscientização sobre temas essenciais à saúde pública, a data convida pessoas e organizações a refletirem sobre atitudes que promovam uma vida mais saudável e equilibrada.
Na BAMIN, esse compromisso se traduz em ações concretas que colocam o bem-estar no centro da rotina corporativa. A empresa investe em uma cultura de prevenção e responsabilidade compartilhada, estimulando o cuidado com a saúde física e mental por meio de programas como o Programa de Qualidade de Vida e Gestão de Riscos Psicossociais (PQV), além de iniciativas que incentivam hábitos saudáveis, acompanhamento médico e apoio psicológico.
A adoção de práticas simples, como manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, garantir uma boa qualidade de sono e cuidar da saúde emocional, é apontada como essencial para prevenir doenças e promover mais qualidade de vida. Esses hábitos, quando incorporados ao dia a dia, também refletem diretamente no ambiente de trabalho, contribuindo para mais foco, produtividade, redução de erros e, principalmente, mais segurança nas atividades.
Para o gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da BAMIN, Alexandre Umemura, cuidar da saúde deve ser um compromisso diário e coletivo. “A saúde física e mental impacta diretamente a forma como trabalhamos, tomamos decisões e lidamos com riscos. Por isso, mais do que um tema pontual, o cuidado com o bem-estar é uma estratégia de prevenção”, destaca o profissional, reforçando ainda, que a companhia busca fortalecer essa cultura todos os dias, oferecendo programas e iniciativas que apoiam seus colaboradores nesse processo.
Mas é importante lembrar que o autocuidado começa nas pequenas atitudes: alimentar-se bem, manter-se ativo, respeitar os limites do corpo e da mente e trabalhar com segurança. “São escolhas diárias que fazem toda a diferença ao longo do tempo”, finaliza Umemura.
O BAMIN em Ação desta semana pede licença para homenagear a cidade sede da Mina Pedra de Ferro, Caetité, que no domingo, dia 5 de abril, celebra 216 anos de emancipação política. O aniversário marca a continuidade de uma trajetória construída a partir do encontro entre diferentes matrizes culturais, perceptíveis nas ruas, nas práticas cotidianas e nas formas de expressão que permanecem ativas no município.
Essa trajetória começa a se consolidar em 1810, com a criação da Vila Nova do Príncipe e Santana do Caetité, resultado de disputas por autonomia em relação a Rio de Contas. “A criação da vila não representou apenas um ato administrativo, mas um processo dinâmico de construção política, marcado por disputas, negociações e pela imposição de uma nova ordem social e urbana no sertão baiano”, observa o historiador e professor da UNEB, Zezito Rodrigues da Silva. Esse contexto ajuda a compreender a projeção que a cidade alcançaria ao longo do tempo.
Ao mesmo tempo, a história local remonta a um período anterior à colonização. O território já era habitado por povos originários, cuja presença permanece registrada em sítios arqueológicos da região. O próprio nome Caetité, de origem tupi, faz referência à “mata da pedra grande”, indicando a relação entre o ambiente natural e os primeiros habitantes.
Com o passar dos anos, outras influências se somaram a essa base. A contribuição africana se expressa, por exemplo, nas comunidades quilombolas, que somam mais de duas dezenas no município, sendo 14 oficialmente reconhecidas. São grupos que fortalecem práticas culturais e formas coletivas de organização. Em paralelo, a herança portuguesa aparece na religiosidade católica, nas manifestações populares, como o Terno de Reis, e na arquitetura dos casarões históricos do Centro.
Nesse contexto diverso, Caetité desenvolveu também uma característica singular no cenário cultural do interior baiano: a permanência da tradição oral. “Ainda hoje, moradores mais velhos preservam histórias adaptadas ao contexto local, com personagens e cenários da região”, conta o professor de Literatura na Uneb, Rogério Soares, autor do livro No Tempo dos Encantos. Segundo o pesquisador, mesmo sem formação escolar, muitos desses narradores dominam conhecimentos como o latim, o que evidencia um repertório incomum.
Espaços que revelam Caetité
Para quem deseja conhecer de perto essa riqueza, alguns espaços ajudam a traduzir a diversidade cultural do município.
O Museu do Alto Sertão da Bahia (MASB) é uma parada essencial. O acervo reúne mais de 20 mil peças arqueológicas, incluindo vestígios da presença indígena na região, resultado de pesquisas iniciadas a partir de 2009. O espaço se destaca por manter no próprio território materiais que, em outros contextos, seriam deslocados para grandes centros. Está localizado na Rua da Chácara, nº 245, no Bairro da Chácara. Funciona de segunda a sexta, das 8h às 12h e de 13h30 a 17h30.
Para uma experiência ligada à presença indígena, o Sítio Arqueológico Moita dos Porcos, vinculado ao MASB, na zona rural, reúne inscrições rupestres que indicam ocupação humana de mais de seis mil anos, além de iniciativas voltadas ao turismo comunitário.
A Casa de João Gumes, no Centro Histórico, guarda a trajetória de um dos nomes mais notáveis da produção intelectual do sertão baiano. João Gumes foi o fundador, em 1897, de A Penna, o primeiro jornal do Alto Sertão, que circulou até 1930 e registrou acontecimentos políticos, sociais e culturais não apenas de Caetité, mas de outras regiões do Brasil e de fora do país. Sua produção escrita e seu engajamento com temas públicos fizeram do periódico uma referência na consolidação da imprensa no interior baiano.
Já a Casa de Anísio Teixeira funciona como espaço cultural e museu dedicado ao educador, que é um dos mais importantes da Educação no Brasil. O casarão, localizado na Praça da Catedral, no Centro da cidade, preserva aspectos da vida e da obra de Anísio Teixeira, além de manter viva a tradição educacional que marcou a cidade.
No Arquivo Público Municipal de Caetité, situada na Praça Dr. Deocleciano Teixeira, Centro, o visitante encontra documentos que remontam ao início do século XIX, entre registros administrativos, fotografias e coleções de jornais que ajudam a compreender a evolução da cidade e do sertão baiano, inclusive edições do jornal A Penna.
A influência africana pode ser vivenciada em espaços como o Ilé Àṣẹ Ojú Oòrùn, na Estrada das Torres, e o Ilê Asé Dana Dana, na Rua São João, no Centro. Nos dois templos, tradições do candomblé permanecem ativas, com rituais, celebrações e práticas que integram o cotidiano da cidade.
São caminhos para conhecer Caetité, que revelam a força de sua história e a vitalidade de sua cultura, em um sertão rico em narrativas e experiências.
Fotos: Arquivo Público Municipal de Caetité, Prefeitura de Caetité, Wikipedia e BAMIN.
A comunidade indígena Tupinambá da Aldeia Igalha, em Ilhéus, recebeu na última semana uma oficina de marketing e comunicação para redes sociais voltada ao fortalecimento dos negócios locais. A ação teve como foco principal capacitar empreendedores da comunidade para aprimorar o posicionamento digital, ampliar o engajamento e impulsionar a comercialização de produtos.
Aberta a toda a comunidade, a oficina priorizou a participação de artesãs e empreendedores locais, incluindo aqueles que já atuam no mercado, além de iniciantes. O conteúdo foi estruturado de forma prática, abordando estratégias de posicionamento digital, uso de plataformas como Instagram e WhatsApp para vendas e técnicas para transformar seguidores em clientes. Como parte da programação, os participantes tiveram uma atividade prática de produção fotográfica, voltada ao aprimoramento da apresentação dos produtos, com objetivo em torná-los mais atrativos e competitivos nas plataformas digitais, potencializando sua visibilidade e alcance de mercado.
A iniciativa é resultado de um processo contínuo de escuta ativa e diálogo com as comunidades indígenas, iniciado a partir do Diagnóstico Rápido Participativo, realizado em 2023 pelo Programa de Educação Ambiental com Comunidades. As demandas identificadas foram aprofundadas em conversas com lideranças locais e deram origem à construção da oficina, realizada em parceria com o Programa de Apoio ao Empreendedor.
“Acreditamos que a capacitação é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento sustentável das comunidades. Essa oficina foi construída a partir da escuta ativa e do diálogo com a Aldeia Igalha, respeitando suas demandas e potencialidades. Ao fortalecer o uso das ferramentas digitais, contribuímos para ampliar as oportunidades de geração de renda, valorizar os produtos locais e promover maior autonomia para os empreendedores da comunidade”, afirma a analista de relacionamento com comunidades da BAMIN, Sandra Argolo.
A ação fortalece a estratégia da BAMIN de promover o desenvolvimento sustentável nos territórios onde atua, por meio de iniciativas que respondem diretamente às necessidades das comunidades, incentivando o empreendedorismo e a autonomia local. Após a oficina, os participantes passam a contar com um grupo de apoio no WhatsApp, voltado à troca de experiências e ao acompanhamento contínuo, além de acesso a materiais didáticos e outras capacitações previstas, como oficinas de precificação de produtos e serviços.
Comprometida em promover a posse responsável de animais domésticos e ampliar a conscientização sobre a relação entre saúde animal, humana e ambiental, a BAMIN realizou no dia 6 de março, a ação “Saúde Animal”, na comunidade de Itariri, localizada em Ilhéus.
A iniciativa contou com visitas porta a porta, nas quais moradores receberam orientações práticas e materiais educativos sobre cuidados básicos, vacinação, castração, vermifugação, segurança, bem-estar animal e canais de denúncia em casos de maus-tratos. Também foram abordadas informações sobre a convivência entre animais domésticos e a fauna silvestre, incluindo causas e medidas de prevenção de acidentes, além de orientações sobre como agir em ocorrências envolvendo esses animais.
Além da sensibilização, a ação coletou informações nas residências, como quantidade de animais, sexo, condições de vacinação, castração e vermifugação, contribuindo para um diagnóstico participativo da realidade local. A proposta busca enfrentar problemas associados à posse irresponsável, como a disseminação de zoonoses, a reprodução descontrolada, o aumento de atropelamentos e situações de abandono e maus-tratos, que impactam a saúde pública, o bem-estar animal e o equilíbrio ambiental.
Ao promover valores sociais e ambientais voltados à sustentabilidade, a iniciativa também poderá ser ampliada para outras comunidades, conforme demandas e avaliações futuras. “O nosso objetivo é promover a conscientização sobre a posse responsável de animais domésticos, destacando que o cuidado está diretamente ligado à saúde das pessoas e ao meio ambiente. Ao mesmo tempo, a ação permite conhecer a realidade da comunidade, fortalecendo estratégias mais eficazes de educação e prevenção”, afirma Ramon Chalhoub, coordenador de relacionamento com comunidades da BAMIN.
Salvador celebra, no próximo domingo, 29 de março, 477 anos de história, marcada pelo encontro de culturas que a torna única. Primeira cidade planejada do Brasil, fundada em 1549 por Tomé de Sousa para ser a capital da colônia, a cidade reúne, entre ladeiras, igrejas, terreiros e casarões, heranças indígenas, africanas e portuguesas profundamente presentes no cotidiano e na identidade local.
Em homenagem à data, o BAMIN em Ação propõe um roteiro histórico-cultural, convidando os leitores a conhecerem espaços emblemáticos que revelam a formação do Brasil de hoje. Bom passeio!
Igreja de Nossa Senhora da Graça – herança de Catarina Paraguaçu
A Igreja de Nossa Senhora da Graça está ligada aos primeiros registros de ocupação da região e antecede a própria fundação da cidade. A origem remonta a 1535, quando Catarina Paraguaçu, indígena tupinambá casada com o português Diogo Álvares Correia, o Caramuru, teria mandado construir uma capela no local, após um sonho com a Virgem Maria. A construção atual, iniciada em 1645, segue a sobriedade da arquitetura beneditina, com estrutura organizada em torno de um claustro. O espaço abriga o túmulo de sua idealizadora e reúne elementos associados a episódios históricos, como o caso de Júlia Fetal, feminicídio conhecido como “crime da bala de ouro”, ocorrido em 1847. Fica na Av. Princesa Leopoldina, nº 133, bairro da Graça. Funciona de segunda a sexta-feira, das 07:00 às 11:00 e das 14:00 às 17:00; sábado, das 07:00 às 17:20; domingo, das 08:00 às 19:00.
Catedral Basílica do Santíssimo Salvador – “mãe” de todas as igrejas católicas no Brasil
Embora a Igreja de Nossa Senhora da Graça seja anterior à própria fundação da cidade, é a Catedral Basílica do Santíssimo Salvador, no Largo Terreiro de Jesus, Pelourinho, que é considerada a igreja primaz, “mãe” de todas as católicas do Brasil. Sua origem remonta à chamada “Sé de Palha”, estrutura erguida entre 1549 e 1552 logo após a chegada de Tomé de Sousa. A construção atual, iniciada em 1657, substituiu edificações anteriores e reflete a transição entre o maneirismo e o barroco, visível na fachada em pedra de lioz e nos altares em talha dourada. Após a expulsão dos jesuítas, em 1759, o edifício passou a sediar oficialmente o arcebispado primaz do Brasil. Ao lado, foi criada, em 1808, por Dom João VI, a primeira faculdade de Medicina do país, com a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil. Aberta à visitação às segundas-feiras, terças e sábados, das 10h às 16h30, e aos domingos das 11h às 15h. Taxa de visitação: R$ 10.
Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia – palco da mais antiga festa religiosa do Brasil
No bairro do Comércio, está a Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia. Construída entre 1739 e 1849, a igreja substituiu uma das primeiras capelas da cidade, erguida em taipa de pilão por ordem de Tomé de Sousa. Diferente da construção original, a basílica foi feita com pedra de lioz trazida de Portugal, já talhada. A fachada tem influência neoclássica, enquanto o interior reúne elementos do barroco joanino, com pinturas de José Joaquim da Rocha e teto com efeito ilusionista de inspiração italiana. O local também é palco da Festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia, em 8 de dezembro, considerada a mais antiga celebração religiosa do Brasil, e ponto de partida da Lavagem do Bonfim, realizada em janeiro. A visitação é gratuita, de segunda a sexta, das 7h30 às 16h, e aos sábados e domingos, das 7h às 12h.
Igreja e Museu da Ordem Terceira de São Francisco – azulejos retratam Lisboa antes do terremoto de 1755
Na Rua da Ordem Terceira, no Pelourinho, o conjunto da Igreja e Museu da Ordem Terceira de São Francisco, respectivamente construídos em 1702 e 1933, é um dos mais expressivos do barroco. Sua fachada, um caso raro no Brasil, é em pedra esculpida, de inspiração plateresca, estilo que marca a transição entre o gótico final e o Renascimento. No interior, além das pinturas atribuídas a Franco Velasco – pintor do estilo rococó brasileiro -, há um amplo e raro conjunto de azulejos lusitanos distribuídos por galerias e claustros. Os painéis retratam cenas da capital portuguesa antes do Terremoto de Lisboa de 1755 e episódios da Corte Portuguesa. Aberto à visitação de segunda a sábado, das 9h às 16h30. Ingresso no valor de R$ 10,00.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos – devoção construída por mãos africanas em Salvador
No Pelourinho, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos está associada à atuação da Irmandade dos Homens Pretos, fundada em 1685 por africanos escravizados oriundos da República Democrática do Congo e de Angola. A construção, iniciada em 1704, foi realizada pelos próprios integrantes da irmandade. Desde os anos 1980, a imagem de Santa Bárbara integra o acervo da igreja, reforçando a celebração realizada em 4 de dezembro, uma das mais tradicionais da cidade.
Aberto a visitação gratuita de segunda a sexta-feira, das 08h às 16h45, e aos sábados, das 08h às 11h45.
Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho – o terreiro mais antigo em atividade no Brasil
O Ilê Axé Iyá Nassô Oká, conhecido como Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho, é o mais antigo terreiro de candomblé em funcionamento no Brasil. Fundado no século XIX por africanas da tradição nagô, foi reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro em 1984. O espaço reúne edificações, áreas de culto e vegetação ritual, preservando práticas que permanecem ativas. Visitação mediante agendamento pelo Instagram: @terreirocasabranca ou telefone 71 3334-5694.
Para conhecer outros locais ligados à cultura afro-baiana, acesse a matéria especial do BAMIN em Ação anteriormente publicada.
Crédito das fotos: Salvador Destination, Alex Ucha e Toluaye
Para quem deseja aprofundar o olhar sobre a cidade, Salvador oferece uma programação cultural diversa e acessível. A seguir, algumas dicas do que está em cartaz e de experiências que ajudam a conhecer ainda mais a história, a arte e as múltiplas identidades da capital baiana.
Casa das Histórias de Salvador
A Casa das Histórias de Salvador apresenta uma proposta interativa de interpretação do patrimônio. Localizada no Comércio, ao lado do Mercado Modelo, utiliza recursos digitais para oferecer experiências imersivas sobre a cidade.
Funciona de terça a domingo, das 9h às 17h, com ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), além de entrada gratuita às quartas-feiras.
Endereço: Rua da Bélgica, 2.
Instagram @casadashistoriasdesalvador.
Mostra 477 – 477 anos da Cidade da Bahia
O Museu da Misericórdia recebe a exposição “Mostra 477 – 477 anos da Cidade da Bahia”, em cartaz até 18 de abril. A mostra reúne mais de 60 obras de artistas baianos, com diferentes linguagens. Entre os nomes presentes estão Carybé, Bel Borba, Goya Lopes e Juraci Dórea.
Visitação de terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 16h30.
Ingressos: R$ 30.
Endereço: Rua da Misericórdia, nº 6, Praça da Sé. Instagram @museudamisericordia.
Acervo da Laje
No Subúrbio Ferroviário, o Acervo da Laje reúne coleções que incluem fotografias, manuscritos, esculturas e objetos históricos, além de obras de artistas locais e de outras regiões da cidade. Instalado em duas casas, o espaço promove atividades formativas e ações culturais, ampliando o acesso à produção artística e incentivando pesquisas sobre o território.
Visitação gratuita de terça a sexta, das 9h às 12h.
Endereço: Rua Sá Oliveira, 2, São João do Cabrito. Instagram @acervodalaje.
Passeio na História
Para quem busca experiências guiadas, o projeto Café com Louti, no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, oferece roteiros que percorrem diferentes períodos da história da cidade. Entre os destaques estão passagens por túneis subterrâneos do século XVIII, além de visitas a igrejas e antigas estruturas urbanas. Um dos percursos, o Passeio na História, funciona como uma aula de campo pelo Centro Histórico de Salvador, abordando desde as muralhas erguidas no período colonial até os princípios urbanísticos que orientaram a construção da primeira capital do Brasil. O roteiro é encerrado ao pôr do sol, com vista para a Baía de Todos os Santos.
Informações: WhatsApp 71 98147-2923.
Crédito das fotos: Acervo da Lage, Salvador da Bahia, Casa de Histórias, divulgação Mostra e Instagram Louti.
Valorizar o papel das mulheres na sociedade. Esse foi o foco de uma série de ações voltadas ao protagonismo feminino promovidas pela BAMIN, ao longo do mês de março, nas regiões onde estão inseridos os três empreendimentos do Projeto Integrado Pedra de Ferro. As iniciativas marcaram o Mês da Mulher com atividades educativas, rodas de conversa e mobilizações comunitárias, alcançando estudantes, moradores e colaboradores.
Na região do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1), uma das ações foi realizada no último dia 24, por meio do Programa de Educação Ambiental, com o projeto PEA nas Escolas. Na ocasião, alunos do 1º e 3º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual de Tempo Integral de Contendas do Sincorá participaram de atividades que abordaram a luta pelos direitos das mulheres, como o acesso ao voto, à educação, ao trabalho e a superação de barreiras históricas.
A programação foi estruturada de forma dinâmica, em três momentos. A roda de conversa trouxe reflexões sobre o conceito de protagonismo e sua relação com a presença feminina na sociedade contemporânea. Na dinâmica “Mulheres Inspiradoras”, os estudantes identificaram referências femininas em suas vidas e comunidades. Já o quiz “Mito ou Verdade”, em formato de gincana, promoveu a desconstrução de estereótipos e reforçou informações sobre direitos e papéis das mulheres.
Porto Sul
Por meio do Programa de Comunicação Social, a equipe do Porto Sul promoveu, ao longo do mês, a iniciativa “Porta a Porta”, que levou agentes sociais a diferentes localidades, realizando visitas domiciliares que abriram espaço para o diálogo, a escuta ativa e a troca de experiências entre mulheres. A ação buscou valorizar o papel feminino como agente de transformação social, incentivando reflexões sobre direitos, participação coletiva e construção de comunidades mais justas e inclusivas.
As atividades percorreram localidades como João Amazonas, São José, Sambaituba, Retiro, Itariri, Joia do Atlântico e Vila Juerana, ampliando o alcance da proposta e fortalecendo vínculos com os territórios. Durante os encontros, as participantes também receberam orientações sobre oportunidades e formas de engajamento social, reforçando o compromisso com a igualdade de gênero. A iniciativa consolida-se como um importante canal de aproximação com as comunidades, ao mesmo tempo em que estimula o protagonismo das mulheres na transformação de suas realidades.
Mina Pedra de Ferro
Na região da Mina Pedra de Ferro, as ações foram conduzidas pelo Programa de Comunicação Social, em parcerias com as Secretarias de Desenvolvimento Social de Caetité e de Assistência e Ação Social de Pindaí. A programação incluiu a participação na “Caminhada Pink”, realizada no dia 8 de março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, além de rodas de conversa sobre protagonismo feminino em comunidades rurais, como João Barroca e Curral Velho, assim como nos distritos de Brejinho das Ametistas, em Caetité, e de Guirapá, em Pindaí, respectivamente nos dias 10, 11 e 16 de março.
Durante os encontros na região da mina, o foco esteve na sensibilização sobre a importância do protagonismo feminino na construção de uma sociedade mais justa, participativa e sustentável. Foram abordados temas como autonomia, desenvolvimento pessoal, educação, participação social e autocuidado, além do fortalecimento de ambientes respeitosos e colaborativos. As atividades também destacaram a relevância das redes de apoio, da escuta e da cooperação como elementos essenciais para o fortalecimento de vínculos e para a promoção de soluções coletivas que contribuam para o desenvolvimento social, reforçando a valorização das mulheres e o combate a qualquer forma de discriminação.
A coordenadora de Relacionamento com as Comunidades da BAMIN, Ana Paula Dias, destaca a importância das iniciativas ao longo do mês. “Ao levar o debate sobre protagonismo feminino para diferentes públicos e territórios, conseguimos ampliar a reflexão sobre igualdade de oportunidades e fortalecer o papel das mulheres como agentes de transformação social nas comunidades onde atuamos”, conclui.
Encerrando a programação, será realizado, no próximo dia 31, um Diálogo Semanal de Segurança no auditório da Mina Pedra de Ferro, voltado para os colaboradores da BAMIN. A atividade contará com a exibição de um vídeo do projeto ProvocAção, que tem a participação de quatro mulheres “de ferro” do Projeto Integrado. São elas a gerente técnica sênior de Recursos, Reservas Minerais e Planejamento de Mina, Ana Paula Moreira, a gerente de Relações Institucionais, Larissa Sousa, a Supervisora de Diálogo do Cieds, que atua no Porto Sul, Giselle da Hora, e a coordenadora de Gerenciamento Ambiental da Progen na FIOL1, Pérola Veiga.
Na comunidade de Rio das Antas, em Brejinho das Ametistas, distrito de Caetité, a história de muitas mulheres se confunde com a trajetória de uma associação que há uma década mobiliza, acolhe e fortalece a comunidade. À frente dessa caminhada está Osnita Assunção Costa Badaró, agricultora e sócia fundadora da Associação de Mulheres da Comunidade de Rio das Antas (AMCRA), grupo que reúne atualmente 20 associadas e atua como um importante espaço de organização e desenvolvimento local.
Criada há cerca de 10 anos, a associação nasceu com o objetivo de fortalecer a representatividade da comunidade e criar oportunidades para as mulheres da região. Ao longo dessa trajetória, a AMCRA realizou diversas ações sociais e educativas, como reforço escolar gratuito para crianças da comunidade, eventos comemorativos como Natal e Dia das Crianças, além de atividades culturais com participação do grupo de teatro da Casa Anísio Teixeira. A associação também promoveu leilões beneficentes para custear tratamentos de saúde, chás de bebê solidários e cursos de bordado e crochê, fortalecendo laços de solidariedade entre as moradoras.
Entre as conquistas mais marcantes da entidade está a construção da sede própria, resultado do esforço coletivo das associadas e do compromisso com o desenvolvimento da comunidade. Segundo Osnita, que mantem a associação ao lado de Dona Ana Lopes , esse trabalho exige enfrentar desafios e um dos principais é incentivar o engajamento constante das integrantes.
O apoio da BAMIN tem sido fundamental para o fortalecimento da AMCRA, contribuindo para o desenvolvimento institucional e produtivo da entidade. Por meio de assessoria técnica, o projeto auxiliou no processo de regularização da associação, apoiando na organização documental, emissão e atualização de certidões, alvarás e demais registros necessários para garantir a regularidade jurídica e fiscal da organização. Também foram realizadas reuniões periódicas com as associadas para estimular o associativismo e fortalecer a gestão administrativa, com orientações sobre organização interna e registro de informações.
Entre as iniciativas de incentivo à produção, destaca-se a implantação de uma horta orgânica na sede da associação, acompanhada de capacitação em técnicas de cultivo e manejo. O projeto ainda apoiou melhorias na infraestrutura do espaço, com instalação de forro, pintura e construção de cerca no entorno da sede, além do desenvolvimento da identidade visual da entidade, com produção de placa de identificação, camisas e banners institucionais, fortalecendo a visibilidade e o reconhecimento público da associação.
Para a agricultora, que ajudou a fundar a associação, o propósito sempre foi claro: garantir que a comunidade de Rio das Antas tivesse voz e representatividade diante do município e de outras instituições. Hoje, uma década depois, a história da AMCRA mostra que a união das mulheres é capaz de gerar transformações reais, fortalecer vínculos comunitários e abrir novos caminhos para o futuro da região.
Além disso, a trajetória da associação também representa um chamado à autonomia feminina. Ela defende que cada mulher busque, de forma incansável, a sua independência, rompendo com os paradigmas ainda impostos por uma sociedade machista e assumindo, com firmeza, decisões que valorizem sua própria história, seus sonhos e o bem coletivo.
Nascida e criada na zona rural de Jequié, Leidiana Ozorio dos Santos encontrou ainda jovem o caminho do empreendedorismo. Aos 19 anos, logo após concluir o Ensino Médio, iniciou a trajetória revendendo cosméticos e confecções. Com facilidade para comunicação e compreensão das necessidades dos clientes, destacou-se nas vendas e desenvolveu habilidades fundamentais para os passos seguintes. Em 2019, decidiu investir na agricultura familiar, apostando na produção de derivados da mandioca. Surgiu, então, a empresa Massas União, nome escolhido para refletir a rede de apoio formada por amigos e familiares que contribuíram para tirar o negócio do papel.
O empreendimento começou de forma simples, com a produção de farinha de mandioca, mas rapidamente ganhou novos contornos. Ao longo do tempo, a produção foi diversificada com itens como puba, massa de aipim, goma fresca e o tradicional bolo na palha de bananeira, que se tornou o carro-chefe das vendas. O crescimento da produção acompanhou a expansão do mercado: hoje, a Massas União fornece para diversos estabelecimentos comerciais de Jequié e já alcançou outros estados. Atualmente, a produção chega a cerca de 1.500 itens mensais.
Um dos pontos de virada na trajetória de Leidiana foi a participação na Rede de Integração Oeste-Leste de Economia Solidária e Circular (RIOLESC), iniciativa da BAMIN que fortalece pequenos negócios no interior da Bahia. A partir das capacitações, especialmente nas áreas de precificação e relacionamento com o cliente, surgiu uma visão mais estratégica do negócio. O aprimoramento da gestão financeira e o foco na fidelização contribuíram diretamente para o aumento das vendas e para a consolidação da empresa no mercado.
A dedicação à formação também se destaca como pilar da trajetória da empresária. Atualmente cursando o terceiro semestre de Administração pela Faculdade Anhanguera, Leidiana mantém o investimento contínuo em capacitação. Disciplina e persistência orientam a rotina e sustentam o crescimento do negócio, ampliando perspectivas.
Orgulhosa das origens, permaneceu na comunidade onde nasceu, gerando renda e oportunidades a partir do próprio território. O principal sonho é tornar-se uma administradora profissional e gerir com excelência tudo aquilo que lhe é confiado. Às mulheres que acompanham essa história, a mensagem é direta: “seguir em frente, mesmo diante das dificuldades e dos julgamentos. Acreditar em si mesma, romper com preconceitos e persistir são atitudes fundamentais para transformar planos em realidade”, ensina Leidiana.
A trajetória de Rúbia Reis Santos Nascimento é um retrato da força e da persistência de muitas mulheres que encontram no empreendedorismo uma forma de transformar suas vidas e gerar novas oportunidades em suas comunidades. Natural de Ilhéus, na Bahia, e moradora da comunidade de Vila Juerana, Rúbia construiu sua história profissional na cozinha, onde encontrou talento, criatividade e um caminho de independência.
O início dessa jornada foi simples, mas cheio de dedicação. Rúbia começou preparando bolos caseiros para o café, aqueles tradicionais bolos que reúnem família e vizinhos ao redor da mesa. Com o tempo, percebeu que poderia ampliar suas possibilidades e passou a produzir também bolos de aniversário, como os clássicos bolos quadrados decorados com frutas e recheio de goiabada. A vontade de aprender mais a levou a buscar novos conhecimentos e aperfeiçoar suas técnicas.
Determinada a evoluir no ofício, Rúbia participou de diferentes cursos de confeitaria. Experimentou novas técnicas de decoração, como a pasta americana, mas foi no trabalho com chantilly que encontrou o estilo que mais combinava com sua forma de produzir. A partir daí, continuou se especializando e ampliando seu cardápio. Hoje, além dos bolos simples e decorados, ela também produz pizzas, salgados e doces tradicionais, atendendo clientes da comunidade e da região.
Apesar do talento na cozinha, o caminho do empreendedorismo trouxe desafios. Antes de participar das iniciativas de capacitação, uma das maiores dificuldades de Rúbia era justamente divulgar seu trabalho e se comunicar com os clientes. Questões ligadas ao marketing e à abordagem comercial ainda eram obstáculos para o crescimento do negócio.
Foi nesse momento que ela conheceu o projeto Elas Podem Mais, iniciativa desenvolvida pela BAMIN em parceria com o Instituto Superior de Sustentabilidade (ISUS). Criado em outubro de 2021, o projeto tem como objetivo impulsionar o empreendedorismo feminino nas comunidades do entorno do Porto Sul, conectando mulheres às oportunidades de negócios que surgem com a implantação do empreendimento.
Por meio do convite feito pelo ISUS, Rúbia passou a participar das formações e oficinas oferecidas pelo programa, experiências que se tornaram fundamentais para o fortalecimento do seu empreendimento. “As formações e oficinas da BAMIN foram muito importantes para mim, porque através delas eu consegui aprender mais sobre como cuidar melhor do meu negócio. Aprendi sobre organização, planejamento e tive mais confiança para continuar empreendendo”, conta.
Após participar do projeto, Rúbia também passou a ser acompanhada pelo Programa de Apoio ao Empreendedor da BAMIN, por meio da Incubadora Social Porto Sul, recebendo suporte contínuo para desenvolver e estruturar seu negócio. As orientações e aprendizados trouxeram mudanças concretas para sua rotina empreendedora. Com mais organização e novas estratégias de divulgação, ela conseguiu atrair mais clientes e melhorar a renda do negócio.
Histórias como a de Rúbia reforçam o relevante papel das iniciativas voltadas ao empreendedorismo feminino nas comunidades. Ao oferecer capacitação, orientação e acompanhamento, os programas apoiados pela BAMIN contribuem para fortalecer pequenos negócios, estimular a autonomia financeira e ampliar oportunidades para mulheres da região.
Para quem deseja empreender, mas ainda enfrenta inseguranças ou dificuldades, Rúbia deixa uma mensagem de incentivo que reflete sua própria caminhada. “Eu diria para não desistirem dos seus sonhos. No começo pode dar medo e aparecer muitas dificuldades, mas é importante ter coragem e acreditar em si mesma.”
Assim como tantas outras mulheres do entorno do Porto Sul, Rúbia segue construindo sua trajetória com trabalho, dedicação e esperança, provando que, com apoio e determinação, é possível transformar talento em oportunidade e sonho em realidade.
Usamos cookies para segurança, melhor experiência e personalização de conteúdos e serviços. Ao continuar navegando você concorda com nossa Política de Cookies.
Funcional
Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos.O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.