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Uma união de territórios, histórias e a cultura em movimento

Quando milhões de pessoas ocupam as ruas de Salvador ao som dos trios elétricos, o espetáculo parece absolutamente contemporâneo. Mas a história do Carnaval da capital baiana começa muito antes das guitarras elétricas e dos grandes circuitos. Suas raízes estão no século XVI, com a chegada dos primeiros portugueses. O BAMIN em Ação desta semana volta no tempo para contar como a maior festa de rua do Brasil nasceu a partir de uma tradição europeia, ganhou contornos locais e se transformou ao longo de mais de quatro séculos.

O começo com o Entrudo

Em 1549, quando Tomé de Sousa desembarcou em Salvador para instalar o governo-geral, trouxe consigo costumes da metrópole. Entre eles, o Entrudo, celebração popular que antecedia a Quaresma. A brincadeira era simples e intensa. Pessoas jogavam água, farinha, ovos e frutas umas nas outras, em uma espécie de batalha festiva que tomava as ruas.

A prática rapidamente se espalhou pela cidade, então capital do Brasil colonial. De acordo com o jornalista e pesquisador Nelson Cadena, em seu livro História do Carnaval da Bahia – 130 Anos do Carnaval de Salvador, há registros de festejos ainda nos séculos XVI e XVII, inclusive durante a invasão holandesa de 1624. Um relato da época descreve comemorações realizadas em quatro navios, mesmo em contexto de guerra.

O Carnaval, explica Cadena, foi institucionalizado pela Igreja Católica como período de extravasamento antes dos 40 dias de recolhimento da Quaresma. Os jesuítas trouxeram essa cultura e a incorporaram às estratégias de catequese, utilizando música e elementos lúdicos para dialogar com os povos indígenas. Desde o início, a festa se desenvolveu como um espaço de contato entre diferentes matrizes culturais.

O destaque da Rua Chile

Ao longo dos séculos XVIII e XIX, o Entrudo ganhou força nas ruas de Salvador, especialmente na Rua Chile, então um dos principais endereços da cidade. Havia dois tipos de brincadeira. O Entrudo de salão, mais refinado, utilizava pequenos “limões” de cera recheados com água perfumada. Já o Entrudo de rua era mais popular e incluía água, farinha, ovos e até restos de alimentos. Com o tempo, os excessos levaram à repressão. A Câmara Municipal publicou decreto proibindo a prática, alegando riscos à saúde pública e à ordem urbana. A proibição marcou uma virada no formato da festa.

A oficialização e o modelo europeu

Em 1884, o Carnaval de Salvador foi oficialmente instituído e passou a adotar um modelo inspirado nos desfiles europeus, em sintonia com o interesse das elites brasileiras por referências culturais da França e de outros países do continente. A influência se intensificou após a viagem de Dom Pedro II a Paris, em 1878, impulsionando a criação de clubes carnavalescos formados principalmente por comerciantes e profissionais liberais. Os cortejos ganharam organização formal, com arautos, guarda de honra e carros alegóricos que apresentavam temas históricos, enquanto músicas instrumentais animavam o público e os corsos, veículos ornamentados, passaram a desfilar pelas ruas da cidade.

A presença africana e os afoxés

Enquanto o modelo oficial seguia referências europeias, a presença africana redefinia o Carnaval de Salvador desde o fim do século XIX, com a entrada de blocos de origem africana e o desfile do primeiro afoxé, em 1895. Com cânticos em nagô, forte percussão e símbolos do candomblé, esses grupos enfrentaram resistência da elite e da imprensa, culminando em uma portaria de 1905 que proibiu sua presença nas áreas centrais. Ainda assim, os afoxés continuaram ativos em outros espaços e, ao longo do tempo, ritmos, danças e formas de organização da população negra passaram a integrar de forma definitiva o repertório musical e estético da festa.

O som ganha as ruas

Até meados do século XX, o som dos desfiles mal ultrapassava alguns metros. Cada carro executava sua própria música, que se perdia rapidamente, mesmo com a instalação de cornetas em postes para tentar ampliar o alcance. A mudança veio no início da década de 1950, quando Dodô e Osmar criaram o trio elétrico e instalaram a amplificação sobre um veículo, fazendo a música percorrer as ruas junto com o público. Ainda com estruturas simples e sob desconfiança de parte da elite, o novo formato alterou a dinâmica da festa e colocou o folião no centro da cena.

Esse modelo também ajudou a projetar um instrumento que se tornaria símbolo da sonoridade baiana: a guitarra baiana. Derivada do pau elétrico desenvolvido por Dodô e Osmar, ela foi popularizada por Armandinho Macêdo nos anos 1970 e passou a ser marca registrada do Carnaval de Salvador.

As vozes e o nascimento do axé

No fim da década de 1960 e início dos anos 1970, o Carnaval de Salvador passou por nova transformação quando artistas baianos começaram a compor músicas específicas para os trios elétricos, com destaque para Moraes Moreira – primeiro cantor de trio -, Caetano Veloso e outros nomes que colocaram as vozes no centro da festa. Já nos anos 1980, o fortalecimento da indústria fonográfica local e maior visibilidade na imprensa impulsionaram o Axé Music, movimento que combinou influências caribenhas, percussão afro-baiana e instrumentos de sopro.

Salvador também teve escolas de samba

 Antes do domínio dos trios elétricos, Salvador teve suas próprias escolas de samba, como Filhos do Tororó, Diplomatas de Amaralina e Juventude do Garcia, que desfilavam pelas ruas com enredos, alas luxuosas e porta-bandeiras, enquanto o público acompanhava de cadeiras nas calçadas. Até a década de 1950, cordões e batucadas ditavam o ritmo da folia, e a cidade vivia o samba como espetáculo de rua. Com o surgimento dos trios elétricos e a nova dinâmica da festa na década de 1970, muitas dessas escolas perderam espaço e precisaram se reinventar.

Blocos indígenas

 O surgimento dos blocos indígenas no Carnaval de Salvador remonta ao final da década de 1960, quando a influência dos filmes de faroeste norte-americanos inspirou a criação de entidades como o Apaxes do Tororó e o Commanche do Pelô. Originalmente, os blocos desfilavam com baterias de percussão formadas por ex-integrantes de escolas de samba e figurinos que celebravam referências indígenas, ocupando as ruas como espaço de expressão cultural própria. Com o tempo, muitos grupos enfrentaram desafios financeiros e transformações, incorporando trios elétricos e abadás, mas mantiveram viva a presença indígena no Carnaval. O Apaxes do Tororó, por exemplo, retornou à tradição da bateria no chão, reforçando a valorização de sua história e da cultura indígena na folia soteropolitana.

Entre tradição e reinvenção

Ao longo das décadas, a festa mudou de formato diversas vezes. Elementos como os enredos elaborados dos antigos clubes e a tradição das fantasias perderam espaço em alguns circuitos. Por outro lado, surgiram novas estruturas, como os camarotes, e discussões sobre acesso e abertura dos blocos ganharam força.

Do Entrudo português às guitarras elétricas, dos bailes mascarados aos trios que percorrem quilômetros de avenida, o Carnaval de Salvador revela uma trajetória marcada por influências europeias, contribuições africanas, indígenas e reinvenções constantes. Uma festa que começou como costume importado e se tornou um dos maiores espetáculos urbanos do planeta, com marca própria e alcance global.

Pesquisa de Demanda Turística orienta planejamento e fortalece turismo no Litoral Norte de Ilhéus

O Programa de Reorientação da Atividade Turística do Litoral Norte de Ilhéus da BAMIN tem avançado no mapeamento do perfil e do comportamento dos visitantes que chegam às comunidades da região. Por meio da Pesquisa de Demanda Turística, a iniciativa busca compreender necessidades, preferências e motivações dos turistas, além de avaliar o nível de satisfação com serviços e equipamentos turísticos, subsidiando estratégias mais eficazes de planejamento e adequação da oferta local.

Desde 2024, o programa já realizou diversas campanhas de campo e, até o período do Carnaval, deve alcançar a marca de 30 pesquisas aplicadas. Os estudos utilizam indicadores que permitem identificar o principal motivo e  a forma da viagem, as fontes de informação sobre o destino, o tipo de hospedagem escolhido, o tempo de permanência na cidade e o gasto médio diário. O levantamento também observa as impressões dos visitantes sobre as localidades, suas motivações para visitar a região, o grau de satisfação com a experiência e a intenção de retorno.

Os dados coletados contribuem diretamente para um planejamento mais qualificado da atividade turística nas comunidades da área de abrangência do Programa. A partir desse diagnóstico, é possível ajustar serviços, infraestrutura e experiências oferecidas, alinhando a oferta às expectativas do público e fortalecendo a competitividade do destino.

Atualmente, o estudo está em fase de desenvolvimento e passa por análises técnicas mais aprofundadas antes do compartilhamento estruturado com gestores públicos, empreendedores e demais atores do território. A proposta é que os resultados sirvam como base para decisões integradas e de longo prazo.

Como a BAMIN enxerga o turismo como um vetor estratégico de desenvolvimento sustentável, capaz de gerar oportunidades econômicas e sociais, a iniciativa defende uma atuação que combine valorização cultural, preservação ambiental e dinamização econômica, fortalecendo a gestão local e o protagonismo das comunidades. Para o coordenador de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ramon Chalhoub, o levantamento é uma ferramenta essencial para orientar o futuro do turismo local. “Ao conhecer melhor quem nos visita, o que busca e como avalia sua experiência, conseguimos apoiar as comunidades e os empreendedores na construção de um turismo mais organizado, sustentável e gerador de oportunidades para o território”, afirma.

As pesquisas também ajudam a evidenciar desafios ligados à infraestrutura, à qualificação dos serviços e ao alinhamento da oferta às expectativas dos visitantes. Para enfrentar esses gargalos, o Programa prevê apoiar ações que elevem a qualidade da experiência turística, com foco na sustentabilidade e na competitividade do Litoral Norte de Ilhéus no curto e médio prazo. Após o primeiro ciclo de campanha, as atividades terão continuidade, assegurando o alcance dos objetivos e o fortalecimento da gestão turística na região.

 

Estas ações são exigidas como condicionante do licenciamento ambiental do Projeto Integrado da BAMIN, conforme regulamentação ambiental vigente. Porto Sul, registro nº 02001.003031/2009-84 | Licença de Instalação n.º 1362/2020, gerenciado pelo IBAMA e registro nº 2020.001.004926/LIC-04926 – portaria Nº 22.102/2021 /ANO BASE 2023, registrado pelo INEMA. Ferrovia de Integração Oeste-Leste registro nº 02001.021803/2021-56, gerenciado pelo IBAMA. 

 

 

BAMIN reforça diálogo e valorização dos povos indígenas no território do Porto Sul

 

Em alusão ao Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, celebrado em 7 de fevereiro, a BAMIN destaca o conjunto de ações desenvolvidas para valorizar, respeitar e fortalecer os povos originários na região de influência do Porto Sul. Por meio dos Programas de Educação Ambiental com Comunidades, de Educação Ambiental com Trabalhadores e de Valorização da Cultura, a empresa tem investido em iniciativas que promovem inclusão, diálogo intercultural e reconhecimento dos saberes tradicionais.

Desde 2023, as ações dos programas vêm sendo realizadas junto à comunidade indígena Tupinambá de Olivença, localizada nas proximidades do Porto Sul. Ao todo, já foram cerca de 80 iniciativas entre mobilizações, atividades educativas e ações de promoção cultural, envolvendo mais de mil participantes.

Para o coordenador de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ramon Chalhoub, fortalecer os povos indígenas é parte essencial de uma atuação responsável no território. “O diálogo permanente com as comunidades indígenas é fundamental para promover inclusão, respeito à diversidade e valorização dos saberes tradicionais. Quando escutamos e respeitamos cada grupo, construímos relações de confiança que contribuem para o desenvolvimento sustentável do território e para o protagonismo das comunidades”, afirma.

Somente em 2025, o Programa de Educação Ambiental com as Comunidades realizou 12 ações com aproximadamente 300 pessoas da comunidade, incluindo a construção e entrega de lixeiras rurais e kits de composteiras, implantação de hortas com plantas medicinais e dinâmicas de educação ambiental em escolas indígenas. As atividades aliam preservação ambiental, segurança alimentar e valorização do conhecimento tradicional sobre o uso de plantas.

No âmbito do Programa de Educação Ambiental com Trabalhadores, foi promovido um Diálogo Diário de Segurança (DSS) com a temática do Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, reunindo trabalhadores da BAMIN e de empresas terceirizadas. A atividade contou com a participação de Cláudio Magalhães, representante da comunidade Tupinambá de Olivença e primeiro vereador indígena eleito em Ilhéus, que ressaltou a contribuição histórica e social dos povos originários para a sociedade brasileira.

Já pelo Programa de Valorização da Cultura, foram entregues Armários Culturais Coletivos nas aldeias de Abaeté e Itapuã, com mais de 200 itens entre livros, jogos e materiais escolares, destinados às escolas indígenas Tupinambá Abaeté e Tupinambá Amotara. O programa também promoveu uma Oficina de Captação de Recursos para Iniciativas Indígenas durante o Seminário Indígena na Aldeia Igalha, incentivando a autonomia e fortalecimento institucional das comunidades.

As iniciativas envolvem apoio social, educacional, cultural e ambiental, sempre construídas em conjunto com as lideranças locais. A metodologia prioriza linguagem inclusiva, respeito aos tempos culturais e às formas de organização social de cada povo, garantindo que as ações estejam alinhadas às tradições e modos de vida das comunidades.

A escuta ativa é outro pilar central das ações. A partir do diálogo contínuo, a empresa busca compreender demandas, expectativas e prioridades das comunidades, ampliando a participação e a mobilização em torno dos projetos.

 

Estas ações são exigidas como condicionante do licenciamento ambiental do Projeto Integrado da BAMIN, conforme regulamentação ambiental vigente. Porto Sul, registro nº 02001.003031/2009-84 | Licença de Instalação n.º 1362/2020, gerenciado pelo IBAMA e registro nº 2020.001.004926/LIC-04926 – portaria Nº 22.102/2021 /ANO BASE 2023, registrado pelo INEMA. Ferrovia de Integração Oeste-Leste registro nº 02001.021803/2021-56, gerenciado pelo IBAMA. 

Juventude em pauta: projeto da BAMIN forma comunicadores e fortalece vozes das comunidades do Porto Sul

A comunicação como ferramenta de transformação social ganhou novos protagonistas no entorno do Porto Sul, em Ilhéus. Cerca de 20 jovens de oito comunidades participaram do Projeto Jovens Comunicadores, iniciativa do Programa de Comunicação e Interação Social da BAMIN que capacita moradores locais para produzir conteúdo, informar seus territórios e estimular a participação cidadã.

Iniciado em dezembro de 2025 com uma aula inaugural presencial, o curso reuniu jovens de Aritaguá, Iguape, Sambaituba, Joia do Atlântico, Vila Paraíso do Atlântico, Serra Grande, Ilhéus e da Aldeia Indígena Itapuã. Ao longo de quase dois meses, eles participaram de encontros presenciais e online, organizados em módulos como educomunicação, narrativas locais, mídias comunitárias, redes sociais, ferramentas digitais criativas, novas profissões da comunicação e comunicação empreendedora, além de oficinas práticas de vídeo, fotografia e produção de texto.

O encerramento aconteceu no último sábado, 31, com a apresentação dos projetos desenvolvidos pelos jovens. As produções refletem as vivências e os desafios de cada território, reforçando a comunicação como instrumento de mobilização coletiva.

Segundo a gestora da equipe de agentes de comunicação do Programa de Comunicação e Interação Social do CIEDS, parceiro da BAMIN no empreendimento Porto Sul, Giselle da Hora, a iniciativa nasceu da escuta ativa nas comunidades. “Hoje se fala muito sobre mídias e a juventude está conectada. Pensamos em estruturar um projeto que dialogasse com eles na linguagem que entendem e gostam. O projeto mostra a importância das mídias e da comunicação para as comunidades”, afirma.

Comunicação que nasce do território

Um dos participantes é Roney Santos de Oliveira Júnior, 23 anos, morador de Aritaguá, técnico em teatro, pedagogo e estudante de Direito. Para ele, a experiência ampliou horizontes. “A capacitação ampliou meu olhar crítico sobre a comunicação como ferramenta de transformação social e fortalecimento comunitário. Também reforçou minha autoestima enquanto jovem do território, mostrando que nossas histórias importam”, relata.

Roney já aplica os aprendizados na prática. Ele é um dos responsáveis pela página @distrito25noticias, no Instagram, que produz conteúdos de interesse público sobre Vila São João, Aritaguá, Vila Vidal, Sambaituba e adjacências. O nome faz referência à linha de ônibus 25, que conecta as comunidades. “Trabalhamos com foco em justiça social, meio ambiente e mobilização. O curso foi fundamental para produzir conteúdos mais éticos e responsáveis”, explica.

Além do Distrito 25 Notícias, a formação resultou na criação de mais três projetos de comunicação comunitária, voltados a diferentes demandas locais:

  • Praia Viva – Criado por um grupo de jovens mulheres, aborda preservação ambiental, poluição sonora e lixo nas praias, além de propor diálogo com o poder público para instalação de lixeiras e placas educativas.
  • Acontece no Iguape – Fortalece a comunicação do bairro, debatendo preservação ambiental, acúmulo de lixo e impactos da poluição industrial na saúde.
  • Esperança Notícias – Voltado à prestação de serviço e alertas à população, especialmente em situações de desabamento em períodos chuvosos, além de acompanhar demandas na área de saúde e infraestrutura.

De acordo com a mentora Laiana Matos, o processo formativo começou com o mapeamento das comunidades e de suas principais demandas. “Isso permitiu que os projetos surgissem da realidade dos jovens. Eles identificaram problemas, entenderam os meios de comunicação mais usados e, a partir daí, construíram propostas com impacto real”, explica, destacando ainda, que o protagonismo juvenil é um dos principais resultados. “São jovens porta-vozes de seus bairros, mobilizando a população para exigir direitos e melhorias. Foram quatro projetos e muitos comunicadores protagonistas de suas próprias histórias”, conclui.

Para a empresa, investir em comunicação é investir em diálogo, inclusão e construção de confiança. “Ao apoiar jovens comunicadores, a iniciativa amplia a circulação de informações de interesse público e fortalece os laços entre comunidades e território, mostrando que, quando a juventude ganha voz, toda a comunidade é ouvida”, analisa a analista de relacionamento com comunidades da BAMIN, Sandra Argolo.

 

Estas ações são exigidas como condicionante do licenciamento ambiental do Projeto Integrado da BAMIN, conforme regulamentação ambiental vigente. Porto Sul, registro nº 02001.003031/2009-84 | Licença de Instalação n.º 1362/2020, gerenciado pelo IBAMA e registro nº 2020.001.004926/LIC-04926 – portaria Nº 22.102/2021 /ANO BASE 2023, registrado pelo INEMA. Ferrovia de Integração Oeste-Leste registro nº 02001.021803/2021-56, gerenciado pelo IBAMA. 

Intercâmbio de Saberes sobre Ervas Medicinais valoriza conhecimento ancestral na Aldeia Abaeté

 

A Aldeia Abaeté, da etnia Tupinambá, recebeu o Intercâmbio de Saberes – Ervas Medicinais: um saber ancestral, ação promovida pelo Programa de Comunicação e Interação Social do Porto Sul, em articulação com o Programa de Educação Ambiental com Comunidades. A atividade atendeu a uma demanda da Cacica Fia Tupinambá para promover a troca de conhecimentos entre indígenas e não indígenas sobre o uso e a manipulação de ervas medicinais, valorizando saberes ancestrais e fortalecendo práticas de cuidado integradas à contemporaneidade.

O intercâmbio foi realizado por meio de roda de conversa, um bate-papo mediado e com demonstrações práticas, assegurando uma troca horizontal de saberes entre tradição e ciência. Como facilitadora convidada, a gestora ambiental, espagerista e herbarista Jean Carla compartilhou conhecimentos tradicionais herdados de sua avó e de sua mãe, articulados à sua formação acadêmica em espagiria* e fitoterapia. Durante a atividade, ela apresentou técnicas, métodos e fórmulas para extração de tinturas, utilizando linguagem simples e acessível.

A ação contou com contribuições técnicas e comunitárias do médico da saúde indígena Danilo Lobo; do farmacêutico da saúde indígena Jorge Gomes; de Katu Pataxó, liderança da etnia Pataxó da Aldeia Barra Velha; de Sama Pataxó, educadora indígena da Aldeia Barra Velha; além da Cacica Fia Tupinambá e das lideranças Pita Tupinambá e Bonisson Tupinambá, da Aldeia Abaeté. Membros da comunidade local e professoras da escola indígena também participaram do encontro.

Segundo a analista de relacionamento com comunidades da BAMIN, Sandra Argolo, a iniciativa reforça o compromisso com o diálogo intercultural. “Essa ação reconhece a importância dos saberes tradicionais indígenas e fortalece a autonomia das comunidades nos cuidados tradicionais, promovendo uma construção coletiva de conhecimentos que integra tradição e ciência”, afirma.

O intercâmbio integra o Subprograma de Comunicação e Interação Social com comunidades tradicionais, em cumprimento às condicionantes do licenciamento ambiental do IBAMA e em alinhamento à Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A atividade teve como resultados esperados a valorização e o fortalecimento dos saberes ancestrais, a ampliação do diálogo intercultural, o fortalecimento comunitário e a construção coletiva de conhecimentos integrados.

* A espagiria é uma arte prática e filosófica que utiliza métodos alquímicos para purificar e concentrar a energia vital das plantas e minerais, criando remédios que agem em múltiplos níveis, conectando o homem à natureza e ao divino

 

Estas ações são exigidas como condicionante do licenciamento ambiental do Projeto Integrado da BAMIN, conforme regulamentação ambiental vigente. Porto Sul, registro nº 02001.003031/2009-84 | Licença de Instalação n.º 1362/2020, gerenciado pelo IBAMA e registro nº 2020.001.004926/LIC-04926 – portaria Nº 22.102/2021 /ANO BASE 2023, registrado pelo INEMA. Ferrovia de Integração Oeste-Leste registro nº 02001.021803/2021-56, gerenciado pelo IBAMA. 

 

 

 

BAMIN promove ações do Janeiro Branco e reforça cuidados com a saúde mental dos colaboradores

 

A BAMIN se engajou mais um ano na campanha Janeiro Branco, dedicada à conscientização sobre a saúde mental, com atividades voltadas aos seus colaboradores. As iniciativas reforçam o compromisso da empresa com o cuidado integral das pessoas e a promoção de um ambiente de trabalho mais saudável e acolhedor.

Pela manhã da última quarta-feira (28), foi realizado no escritório de Salvador o Diálogo Semanal de Saúde e Segurança, com foco na NR-1, abordando a importância da prevenção, do equilíbrio emocional e das novas diretrizes regulamentadoras relacionadas à saúde no ambiente de trabalho. Encontros como esse, que destacam a necessidade de atenção aos aspectos físicos e mentais no dia a dia profissional, fortalecendo a cultura de cuidado e responsabilidade compartilhada, estão ocorrendo em todas as unidades.

No período da tarde, os colaboradores participaram de um bate-papo online com o psicólogo Geraldo Conrado Silva, pós-graduado em psicanálise clínica e avançada e em gestão de pessoas. Com o tema “Altas e baixas de emoções e pensamentos: uma conversa sobre saúde mental”, a palestra promoveu reflexões sobre ansiedade, depressão e outros transtornos emocionais, além de alertar para o preconceito ainda existente em relação ao assunto.

Durante a conversa, o especialista explicou que a ansiedade é um mecanismo natural de defesa, mas que, quando mal administrada, pode se tornar paralisante e evoluir para quadros como a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA). Ele apresentou estratégias práticas para desacelerar a mente, incluindo meditação, relaxamento muscular e exercícios de atenção plena. Entre elas, destacou a técnica de focar nos cinco sentidos para se ancorar no momento presente: observar cuidadosamente o que se vê ao redor, ouvir os sons do ambiente, sentir os cheiros e texturas, perceber os sabores ao comer ou beber e se conectar com sensações táteis.

Ao abordar a depressão, o psicólogo destacou que o transtorno vai muito além da tristeza comum, podendo se manifestar por perda de prazer, energia e motivação, e evoluir de quadros leves para formas mais graves, com risco à vida. O psicólogo também explicou que emoções negativas acumuladas, como ressentimento, raiva e medo (Triângulo da Obsessão), podem se intensificar ao longo do tempo e contribuir para o desenvolvimento da depressão.

O especialista chamou atenção para a dependência química, ressaltando que a doença não escolhe classe social, gênero ou etnia e, muitas vezes, surge como uma tentativa disfuncional de lidar com a ansiedade ou a depressão. Substâncias como o álcool podem agravar quadros emocionais, levando à perda de controle e à necessidade de tratamento especializado, reforçando a importância da informação e do acolhimento.

Como desdobramento das reflexões do Janeiro Branco, a BAMIN reforça que oferece suporte aos seus colaboradores por meio de iniciativas como a Psicologia Viva. A empresa lembra que cuidar da saúde mental é um compromisso diário, que envolve reconhecer as próprias emoções, respeitar os limites individuais e contribuir para um ambiente de trabalho mais humano, seguro e acolhedor.

Incubadora Social Porto Sul impulsiona empreendedorismo comunitário com assessoria prática e uso de tecnologia

 

Nesta quinta-feira, dia 28, o Programa de Apoio ao Empreendedorismo promoveu uma assessoria prática por meio da Incubadora Social Porto Sul, reunindo ferramentas de edição de texto e recursos de inteligência artificial para apoiar empreendedores comunitários assessorados na utilização dos equipamentos doados pelo Programa Receita Cidadã. A ação integra uma articulação estratégica entre a BAMIN e a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), que viabilizou a parceria e a entrega dos computadores aos pequenos negócios locais.

A atividade contou com a participação de sete empreendedores comunitários e teve como foco a materialização das estratégias definidas no encontro anterior. Durante a assessoria, os participantes desenvolveram e formataram textos de defesa e posicionamento de seus negócios, etapa considerada estratégica para o fortalecimento da autonomia e da sustentabilidade dos empreendimentos. A dinâmica possibilitou o aprimoramento da escrita, estimulou a geração de ideias e fortaleceu a argumentação comercial, contribuindo diretamente para o aprendizado e o amadurecimento das estratégias de mercado.

A incorporação da inteligência artificial foi um diferencial da dinâmica. O uso dessas tecnologias ampliou a capacidade de comunicação dos participantes, fortaleceu a geração de ideias e contribuiu para o desenvolvimento de estratégias de vendas mais consistentes, aumentando a competitividade dos negócios frente aos desafios reais do mercado. Como resultado deste encontro, foi possível observar avanços concretos no amadurecimento das estratégias comerciais, com o fortalecimento da identidade dos empreendimentos e a definição de referências mais claras para as próximas etapas de assessoria.

Para o Coordenador de Relacionamentos com a Comunidade da BAMIN, Ramon Chalhoub, a iniciativa reforça o protagonismo dos empreendedores comunitários no desenvolvimento socioeconômico do território. “Ao integrar o uso de computadores e ferramentas de inteligência artificial, ampliamos a capacidade dos empreendedores de comunicar suas ideias, estruturar estratégias de vendas e posicionar seus negócios no mercado. Essa experiência fortalece a autonomia, aumenta o potencial competitivo dos pequenos negócios e se consolida como um modelo replicável para novas ações em outras comunidades atendidas pela BAMIN”, destacou.

A Incubadora Social Porto Sul tem como objetivo abrigar, proteger e qualificar projetos de novos empreendimentos ou já existentes, estimulando a capacidade empreendedora e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região onde está inserida. As assessorias promovidas pelo programa dialogam diretamente com a estratégia de relacionamento com comunidades da BAMIN, ao fomentar o empreendedorismo local como vetor de inclusão produtiva e fortalecimento socioeconômico do território.

O papel da BAMIN foi fundamental para a viabilização da ação. A empresa atuou como articuladora estratégica e parceira técnica, sendo o elo entre as oportunidades de fomento à realidade local. Por meio do Convênio de Cooperação Técnica com a UESC, a BAMIN viabilizou a parceria com o Programa Receita Cidadã e participou diretamente da articulação que possibilitou a doação dos equipamentos, garantindo que a infraestrutura tecnológica chegasse aos empreendedores da Incubadora Social Porto Sul.

 

Estas ações são exigidas como condicionante do licenciamento ambiental do Projeto Integrado da BAMIN, conforme regulamentação ambiental vigente. Porto Sul, registro nº 02001.003031/2009-84 | Licença de Instalação n.º 1362/2020, gerenciado pelo IBAMA e registro nº 2020.001.004926/LIC-04926 – portaria Nº 22.102/2021 /ANO BASE 2023, registrado pelo INEMA. Ferrovia de Integração Oeste-Leste registro nº 02001.021803/2021-56, gerenciado pelo IBAMA. 

BAMIN amplia ações de segurança alimentar e nutricional nas comunidades com foco em educação ambiental

A BAMIN está intensificando, ao longo do mês de janeiro, ações voltadas à segurança alimentar e nutricional nas comunidades onde atua, integrando educação ambiental, diálogo social e práticas sustentáveis. Por meio de iniciativas porta a porta, reuniões comunitárias e do Programa de Comunicação com o Trabalhador, o time de Relacionamento com Comunidades vem promovendo reflexões sobre alimentação saudável, uso consciente dos alimentos e escolhas responsáveis, como parte das ações vinculadas ao Programa de Educação Ambiental com Comunidades da BAMIN.
As iniciativas fazem parte de um conjunto de ações apoiadas ou realizadas pela empresa entre 2023 e 2025 e reforçam que a segurança alimentar vai além de ter comida disponível. Envolve qualidade, diversidade, quantidade adequada, produção responsável e redução de desperdícios, fatores diretamente relacionados à saúde, ao bem-estar das pessoas e ao desenvolvimento sustentável das comunidades.

Hortas como instrumento de educação, saúde e sustentabilidade
Entre as principais frentes de atuação estão os projetos de hortas comunitárias e escolares. Na Mina, a BAMIN mantém a horta do Projeto Circuito do Lixo, além de iniciativas de agricultura alimentar em áreas de reassentamento e outros programas, como o Nossa Flora. No Porto Sul, a empresa apoia hortas em escolas, hortas implantadas por colaboradores e ações que estimulam o consumo local dos alimentos produzidos, fortalecendo a economia das comunidades.

Outra iniciativa de destaque é o Horta nas Escolas, desenvolvido com empresas parceiras, também vinculado ao Programa de Educação Ambiental com Comunidades da BAMIN. Em 2025, a ação beneficiou alunos da Escola Municipal de Sambaituba e da Escola Amotara, localizada na Aldeia Itapuã, na comunidade Tupinambá de Olivença, em Ilhéus, impactando diretamente 33 pessoas entre estudantes e professores.

Cada horta se torna um espaço vivo de aprendizado, onde educação ambiental e práticas sustentáveis passam a fazer parte do cotidiano escolar, fortalecendo valores como cuidado, pertencimento e respeito à natureza.

Sustentabilidade que gera alimento e reduz desperdícios
Em Caetité, o Projeto Circuito do Lixo, realizado desde 2023 em parceria com a Cooperativa de Coleta Seletiva de Caetité (Coopercicli), alia sustentabilidade e segurança alimentar. O material coletado é transformado em cerca de 2,5 toneladas mensais de composto orgânico, utilizado em uma horta 100% orgânica. A iniciativa evita desperdícios, promove a reutilização de resíduos e contribui para a produção de alimentos de forma ambientalmente responsável.

Ferrovia, biomas e conscientização
No trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1), a BAMIN desenvolve o Biomas da Nossa Terra, ação voltada para crianças e jovens, com foco nos biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. O projeto já alcançou cerca de sete mil pessoas por meio de atividades educativas que valorizam as riquezas naturais e os alimentos presentes em cada bioma, estimulando o senso de pertencimento e cuidado com o território.

Segurança alimentar e desenvolvimento local
Ao tratar de segurança alimentar, a BAMIN também promove sustentabilidade e geração de renda. O programa RIOLESC fortalece comunidades ao apoiar microempreendedores, como produtores de alimentos e agricultores, incentivando o microempreendedorismo e a construção de uma cadeia produtiva mais resiliente e sustentável no interior da Bahia.
As ações de conscientização incluem rodas de conversa, visitas porta a porta e distribuição de materiais educativos nas comunidades. O conteúdo estimula reflexões sobre alimentação saudável, uso consciente dos alimentos, redução de desperdícios e escolhas sustentáveis.

De acordo com o coordenador de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ramon Chalhoub, a segurança alimentar e nutricional está diretamente ligada à saúde, ao bem-estar e ao desenvolvimento sustentável das comunidades. “Por isso, nossas ações, integradas ao Programa de Educação Ambiental com Comunidades da BAMIN, buscam ir além da informação, promovendo práticas concretas que fortalecem o território, valorizam a produção local e estimulam escolhas mais conscientes no dia a dia”, celebra o gestor.

 

Estas ações são exigidas como condicionante do licenciamento ambiental do Projeto Integrado da BAMIN, conforme regulamentação ambiental vigente. Porto Sul, registro nº 02001.003031/2009-84 | Licença de Instalação n.º 1362/2020, gerenciado pelo IBAMA e registro nº 2020.001.004926/LIC-04926 – portaria Nº 22.102/2021 /ANO BASE 2023, registrado pelo INEMA. Ferrovia de Integração Oeste-Leste registro nº 02001.021803/2021-56, gerenciado pelo IBAMA. 

Janeiro Branco: saúde mental em foco

 

O início do ano é um momento propício para refletir sobre hábitos, sentimentos e relacionamentos, buscando equilíbrio e bem-estar diante dos desafios do cotidiano. Também é um período que convida à atenção às emoções, fundamentais para a saúde mental.

A BAMIN reforça a importância do Janeiro Branco e convida toda a comunidade a se engajar em práticas que promovam o cuidado com a saúde mental. Nesse sentido, conversas abertas sobre sentimentos, atenção aos sinais de sobrecarga emocional e a busca por apoio profissional são passos essenciais para manter a mente saudável.

Cuidar da saúde mental vai além da prevenção de doenças. Envolve atenção ao estresse, à ansiedade, à qualidade do sono e às relações interpessoais. Práticas simples, como manter atividades físicas, dedicar tempo a hobbies, fortalecer vínculos afetivos e reservar momentos de pausa, podem ter grande impacto na qualidade de vida.

O Janeiro Branco está aí para lembrar que cuidar da mente é essencial para o bem-estar. Mais do que atenção, é hora de transformar cuidado em ação, cultivando equilíbrio e fortalecendo a resiliência emocional no dia a dia.

Ações da BAMIN promovem educação ambiental no interior da Bahia

O Dia Mundial da Educação Ambiental, comemorado em 26 de janeiro, reforça a importância de refletir sobre o impacto das escolhas dos humanos em relação ao planeta e o que isso representa para o futuro das próximas gerações. Para a BAMIN, esse compromisso está presente em sua forma de atuar, ao promover transformações e impulsionar um desenvolvimento mais sustentável por meio de investimentos contínuos em iniciativas educacionais.

Esse entendimento se materializou, ao longo de 2025, em ações concretas de educação ambiental que mobilizaram colaboradores e comunidades para uma atuação cada vez mais ativa na preservação do meio ambiente. Na região da Mina Pedra de Ferro, 94 comunidades de Caetité, Pindaí, Guanambi e Licínio de Almeida participaram de ações permanentes de sensibilização, como visitas porta a porta, rodas de conversa e campanhas educativas. Foram iniciativas que resultaram no engajamento direto de 3.830 participantes e no alcance de mais de 13 mil pessoas.

Além das ações desenvolvidas no entorno da Mina, o compromisso com a educação ambiental se estende ao longo da FIOL I, onde projetos estruturantes dialogam com diferentes realidades locais. Ano passado, o Programa de Educação Ambiental nas Escolas levou cinco temáticas a diversas escolas públicas, beneficiando mais de mil estudantes de áreas urbanas, rurais e de assentamento. De forma complementar, o projeto “Biomas da Nossa Terra” incentivou crianças e adolescentes a reconhecer e valorizar os biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, fortalecendo o vínculo com o território e o senso de responsabilidade socioambiental. Conjuntamente, as ações do Programa de Educação Ambiental na FIOL I alcançaram 137 comunidades, promovendo oficinas, seminários e atividades educativas ao longo de todo o ano.

Essa atuação integrada também se reflete no litoral sul da Bahia. Em Ilhéus, a BAMIN desenvolve iniciativas que aproximam a comunidade do ambiente marinho e destacam seu papel essencial para a vida no planeta. Em parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), por exemplo, o projeto Cultura Oceânica alcançou, apenas em 2025, mais de 300 estudantes da rede pública, por meio de experiências interativas sobre a biodiversidade marinha e a conservação dos ecossistemas costeiros.

Cada iniciativa educativa gera impactos duradouros e multiplicadores, como destaca o diretor de Sustentabilidade da BAMIN, Marcelo Dultra. “Investindo em programas que valorizam o conhecimento local e envolvem as comunidades, a empresa reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento territorial sustentável, contribuindo para a formação de cidadãos conscientes, capazes de disseminar boas práticas ambientais em seus próprios contextos”, conclui o gestor.

 

Estas ações são exigidas como condicionante do licenciamento ambiental do Projeto Integrado da BAMIN, conforme regulamentação ambiental vigente. Porto Sul, registro nº 02001.003031/2009-84 | Licença de Instalação n.º 1362/2020, gerenciado pelo IBAMA e registro nº 2020.001.004926/LIC-04926 – portaria Nº 22.102/2021 /ANO BASE 2023, registrado pelo INEMA. Ferrovia de Integração Oeste-Leste registro nº 02001.021803/2021-56, gerenciado pelo IBAMA. 

Encontro dos Bumbas 2026 celebrou mais de 100 anos de tradição, resistência e identidade cultural em Ilhéus no último sábado (10)

O Encontro dos Bumbas chegou à edição de 2026 consolidado como um dos mais importantes espaços de celebração, memória e resistência da cultura popular da zona rural de Ilhéus. O movimento conta com o apoio da BAMIN há três anos, por meio do PVC – Programa de Valorização da Cultura, e foi realizado no último sábado, dia 10, na comunidade de Sambaituba, reunindo dois grupos centenários que simbolizam a força cultural do território: o Bumba Meu Boi do Seu Oreco, de Urucutuca, e o Reisado de Vila Juerana.

O Terceiro Encontro de Bumbas de Ilhéus teve como objetivo celebrar e fortalecer mais de 100 anos de tradição cultural mantida por esses grupos, promovendo a integração entre comunidades, o fortalecimento da identidade coletiva e a preservação do patrimônio cultural imaterial. Sambaituba é uma das maiores comunidades rurais do município, onde o evento também buscou estimular a economia criativa local e ampliar o reconhecimento das manifestações culturais tradicionais de Ilhéus.

O Encontro dos Bumbas se consolidou no calendário cultural do município como um espaço que vai além da celebração. A iniciativa se configurou como uma estratégia de valorização cultural e comunitária, colocando as comunidades como protagonistas de suas próprias histórias e saberes. Desde 2023, quando o apoio da BAMIN possibilitou o reencontro histórico dos dois bois após mais de três décadas sem se apresentarem juntos, o projeto vem contribuindo para a retomada, a visibilidade e a continuidade dessas expressões culturais.

Para a BAMIN, apoiar essa iniciativa representa um compromisso com a preservação de tradições centenárias e com o fortalecimento social e cultural das comunidades de Juerana e Urucutuca. A iniciativa destaca Ilhéus como um território de riqueza cultural, onde manifestações populares atravessam gerações e seguem vivas por meio da arte, da memória e do sentimento de pertencimento.

A edição de 2026 teve como principal diferencial a valorização da raiz comunitária. Neste ano, a proposta foi ampliar a conexão com os moradores locais, fortalecer os vínculos comunitários e proporcionar ao público uma vivência cultural mais profunda, diretamente no espaço de origem dessas tradições.

O Reisado de Vila Juerana, tradicionalmente celebrado no Dia de Reis, apresentou personagens como o Vaqueiro, a Mulinha e a Jaraguaia, ao som de ritmos como samba, valsa e marchinha, convidando moradores e visitantes a participarem ativamente do cortejo. Já o Bumba Meu Boi de Urucutuca, criado em 1940 por Aurelino Alves Galdino, o Seu Oreco, preservou uma narrativa rica em personagens, danças e simbolismos, marcada por um forte vínculo comunitário e pela transmissão de saberes entre gerações.

Além do aspecto cultural, o Encontro dos Bumbas também se consolidou como uma importante estratégia de fortalecimento comunitário e econômico, viabilizada pelo apoio da BAMIN. A realização do evento gerou visibilidade para os grupos culturais envolvidos e contribuiu para a sustentabilidade de suas atividades. O suporte técnico e artístico oferecido, incluindo qualificação de figurinos, instrumentos e logística, agregou valor às apresentações, profissionalizou os grupos e ampliou oportunidades futuras de circulação artística e geração de renda.

De acordo com a Analista de Relacionamento com Comunidade da BAMIN, Sandra Argolo (foto), a edição de 2026 foi marcada por uma grande celebração, com ampla participação da comunidade de Sambaituba e das localidades vizinhas. “O evento fortaleceu os laços de vizinhança, estimulou o orgulho local e reafirmou a cultura popular como um ativo fundamental de desenvolvimento social, identidade e alegria para o território de Ilhéus”, afirmou.

 

Festival de Reisado e Encontro de Violeiros marcam o calendário cultural de Caetité, região da Mina Pedra de Ferro

Fotos: Divulgação | Prefeitura de Caetité

No território onde se insere a Mina Pedra de Ferro da BAMIN, Caetité sediou, no último dia 11, a 38ª edição do Festival de Reisado e o 8º Encontro de Violeiros. A Praça da Catedral, no centro da cidade, se transformou em um espaço de celebração da memória, da fé e da tradição popular, reunindo grupos culturais, músicos e moradores para reafirmar a força de uma das mais antigas manifestações do interior baiano, consolidada como parte da identidade cultural do município.

A programação começou às 8h com cortejos pelas ruas da cidade e seguiu ao longo do dia com apresentações no palco principal. O encerramento contou com shows de violeiros, que mantêm viva a tradição musical ligada ao ciclo dos Santos Reis. O Festival também encerra o Terno de Reis, iniciado na última semana de dezembro, sendo considerado o ponto alto da manifestação popular. Além de celebrar a cultura local, o encontro valorizou grupos e artistas que cultivam essas práticas ao longo do ano, garantindo a continuidade da tradição.

A tradição do Terno de Reis tem origem nas celebrações europeias trazidas ao Brasil por colonizadores portugueses, espanhóis e missionários jesuítas, inicialmente como instrumento de catequização. As primeiras companhias de Folias ou Confrarias surgiram junto às primeiras povoações, especialmente na Bahia, e se espalharam por outras regiões. Com o tempo, a manifestação incorporou influências africanas e indígenas, originando expressões próprias.

Com quase quatro décadas de história, o Festival de Reisado de Caetité vem se consolidando como um dos mais importantes do gênero na Bahia, atraindo participantes de diversas regiões e fortalecendo a circulação cultural no território.

Para Caetité, o evento reforça a cultura como elemento estruturante do território. Para a BAMIN, o orgulho de fazer parte de uma região onde cultura, memória e identidade seguem vivas e fortalecidas pelas próprias comunidades.

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