BAMIN promove oficinas de oportunidades em comunidades de Itagi e Maracás

Capacitações foram sobre sabão artesanal e uso de bioinsumos na agricultura, realizadas a partir das demandas identificadas nas comunidades

 

A BAMIN realizou duas Oficinas de Oportunidades em comunidades próximas ao trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL1). As atividades, realizadas em Itagi no dia 18 e em Maracás na última terça-feira (23), reuniram mais de 50 participantes e abordaram temas relacionados à produção artesanal e às práticas agrícolas.

Em Itagi, a atividade ocorreu no acampamento Joares Araújo, vinculado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e reuniu 29 pessoas para uma capacitação sobre produção de sabão artesanal. A oficina foi conduzida por Maria Sinair Matos, que já havia participado da feira RIOLESC nas edições de 2025 e 2026. Agora como instrutora, compartilhou os conhecimentos adquiridos, apresentando técnicas de produção e possibilidades de aproveitamento de materiais.

“Poder compartilhar conhecimento é sempre bom e a gente se sente útil para a humanidade, contribuindo para, de alguma forma, melhorar a vida das pessoas. Isso acontece, principalmente, quando a gente percebe o interesse e o brilho nos olhos, como foi o caso dessa oficina, vi muitos atentos às explicações, alguns ficaram de pé ao redor da mesa para ver o processo de transformação dos produtos, participaram ativamente”, declarou Maria Sinair.

Em Maracás, 22 moradores da comunidade Porto Alegre participaram da atividade sobre uso de bioinsumos na agricultura. O conteúdo foi apresentado pelo biólogo e mestre em Agronomia Elzivan Ferreira, que abordou práticas agrícolas sustentáveis e o uso de bioinsumos no campo, com orientações relacionadas à produção e à preservação ambiental.

Da escuta à capacitação

As Oficinas de Oportunidades surgiram como uma evolução das tradicionais Rodas de Conversa realizadas pela BAMIN. Os temas são definidos a partir da escuta dos moradores e das características de cada localidade, priorizando conhecimentos práticos de interesse das comunidades.

“A proposta é ouvir o que as comunidades consideram relevante e, a partir dessas demandas, trazer conhecimentos que possam ser utilizados no dia a dia. Quando o conteúdo nasce dessa troca, a atividade ganha sentido para quem participa”, afirma Ramon Chalhoub, coordenador de Relacionamento com Comunidades da BAMIN.

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