A BAMIN realizou um estudo de mapa mental colaborativo na comunidade do Rio Almada, como parte das ações do Programa de Compensação para Atividade Pesqueira, com o objetivo de promover o diálogo direto com as comunidades ribeirinhas e identificar, de forma participativa, os principais desafios enfrentados nas quatro comunidades do território: Aritaguá, Juerana, Sambaituba e Urucutuca. A iniciativa integrou o processo de diagnóstico socioambiental com foco no tema “Natureza em Transformação: Erosão e Clima”, priorizando a escuta ativa de lideranças, pescadores, pescadoras e marisqueiras.
Nesta primeira etapa, a equipe técnica da BAMIN, com o suporte de especialistas e o acompanhamento das lideranças locais, buscou identificar pontos críticos de erosão e assoreamento ao longo do rio. Para auxiliar na visualização das áreas indicadas pelos participantes, a atividade contou com a captura de imagens aéreas por meio do uso de drone, ampliando a compreensão espacial das mudanças observadas no território.
O mapa mental colaborativo foi a principal ferramenta metodológica utilizada durante a Visita de Reconhecimento. Construído em campo com a participação direta dos representantes das comunidades, o instrumento permitiu registrar percepções, observações e conhecimentos tradicionais, sistematizando o saber local de forma ativa e integrada à análise técnica. Essa abordagem possibilita compreender a dinâmica do Rio Almada a partir da vivência cotidiana de quem depende diretamente do ecossistema para sua subsistência.
Segundo a analista de Relacionamento com a Comunidade da BAMIN, Sandra Argolo, o estudo representa um passo fundamental para o planejamento das próximas ações. “O mapa mental é um instrumento essencial porque valoriza o conhecimento tradicional das comunidades e o integra à análise técnica. Esse diálogo nos permite estruturar oficinas e ações futuras que estejam realmente alinhadas às dinâmicas do território e às percepções de quem vivencia diariamente as transformações do Rio Almada”, destaca.
A participação da comunidade pesqueira foi central em todo o processo, fortalecendo o diagnóstico socioambiental e garantindo que as discussões refletissem as reais necessidades e desafios enfrentados no dia a dia. A integração entre o conhecimento técnico da BAMIN e o saber tradicional dos pescadores e marisqueiras reforça o compromisso da empresa com uma atuação responsável, baseada no diálogo e na construção conjunta de soluções.
Após a fase de identificação e mapeamento, estão previstas etapas de diálogos formativos, por meio de oficinas voltadas ao intercâmbio de conhecimentos, educação ambiental e conscientização sobre as causas e efeitos da erosão, do assoreamento e das mudanças climáticas. Na sequência, será elaborado um relatório executivo que sistematizará os resultados do estudo e subsidiará o planejamento de futuras iniciativas estratégicas do Programa de Compensação para Atividade Pesqueira, culminando na devolutiva às comunidades durante as reuniões dos Comitês do programa, assegurando o ciclo completo de ação, acompanhamento e transparência.
Esta ação é exigida como condicionante do licenciamento ambiental do Projeto Integrado da BAMIN, conforme regulamentação ambiental vigente. Porto Sul, registro nº 02001.003031/2009-84 | Licença de Instalação n.º 1362/2020, gerenciado pelo IBAMA e registro nº 2020.001.004926/LIC-04926 – portaria Nº 22.102/2021 /ANO BASE 2023, registrado pelo INEMA. Ferrovia de Integração Oeste-Leste registro nº 02001.021803/2021-56, gerenciado pelo IBAMA.
