Janeiro é um mês simbólico para Ilhéus e distritos da região Sul da Bahia, quando fé, cultura e tradição ocupam ruas, praias e escadarias históricas. As celebrações em homenagem a São Sebastião, padroeiro do município, reforçam a riqueza cultural dos territórios onde está inserido o Corredor Logístico FIOL 1–Porto Sul. Comprometida com o desenvolvimento sustentável e com a valorização das identidades locais, a BAMIN reconhece e valoriza as festas populares como expressões vivas da diversidade cultural dos territórios onde está presente. Conheça mais sobre algumas delas a seguir:
Foto: Nadson Carvalho e Nadson Stolze / Sucom Ilhéus
Puxada do Mastro de São Sebastião – Olivença (10 a 12 de janeiro)
No distrito de Olivença, a tradicional Puxada do Mastro de São Sebastião abre o calendário festivo de janeiro. Mais do que uma celebração religiosa, o ritual simboliza devoção, resistência cultural e o sincretismo entre matrizes indígenas e católicas. A tradição remonta aos costumes dos povos originários, que derrubavam árvores para a construção de totens e símbolos sagrados — prática que, ao longo do tempo, se integrou à fé católica.
A árvore escolhida para se tornar o mastro é cuidadosamente selecionada, e sua derrubada acontece em clima de respeito e reverência, marcando o início da festa. Após a bênção, o mastro é conduzido até a praia em meio a desfiles cívicos, apresentações culturais e shows populares. O evento mobiliza moradores e visitantes, consolidando-se como um marco da resistência cultural e da continuidade das tradições em Olivença.
Foto: Clodoaldo Ribeiro
Cortejo e Lavagem das Escadarias da Catedral de São Sebastião – Ilhéus (18 e 20 de janeiro)
As homenagens ao padroeiro também se estendem ao Centro Histórico de Ilhéus. Inspiradas na Lavagem do Bonfim, em Salvador, as celebrações locais surgiram na primeira metade do século XX, quando estivadores ilheenses, após participarem da festa na capital, decidiram criar uma homenagem a São Sebastião, padroeiro do Sindicato da Estiva de Ilhéus.
Em um período marcado pela prosperidade do ciclo do cacau, os trabalhadores do Porto convidaram a yalorixá Dona Roxa, do Terreiro Matamba Tombenci Neto — um dos mais antigos da Bahia, com cerca de 140 anos — e lideranças como o pai de santo Pedro Farias para organizar a celebração. Desde então, a festa se consolidou como um exemplo de convivência harmoniosa entre diferentes expressões religiosas.
No dia 18 de janeiro, acontece o cortejo, reunindo centenas de pessoas, baianas de terreiros, blocos afros, grupos de capoeira e o tradicional “Guarda Embaixo”, bloco da Estiva com marchinhas e instrumentos de sopro. Já no dia 20, data dedicada a São Sebastião, a Lavagem das Escadarias da Catedral reafirma o respeito à diversidade religiosa, em um ato simbólico que une fé, memória e cultura popular.
Após o cortejo, a celebração segue com samba de roda nas imediações do Sindicato da Estiva, mantendo viva uma tradição que passou por períodos de interrupção, mas vem sendo resgatada com o envolvimento de fazedores de cultura e lideranças religiosas locais.
Ao reconhecer e valorizar essas manifestações, a BAMIN reafirma seu compromisso com os territórios do Sul da Bahia, respeitando suas histórias, promovendo a diversidade cultural e fortalecendo as relações com as comunidades que fazem parte da região onde a empresa atua.

