
O encontro promovido pela equipe da BAMIN funcionou como uma aproximação entre o ambiente escolar e o setor que deve crescer no interior do estado nos próximos anos. Na ocasião, os estudantes aprenderam sobre cadeia produtiva mineral, licenciamento, operação de minas, controle de qualidade e possibilidades de atuação profissional.

Entre os participantes estava o estudante Yan Assis Lozado, de 30 anos, que vê no curso uma possibilidade de reposicionamento profissional. Para ele, o workshop realizado pela BAMIN ajudou a ampliar a percepção sobre as diferentes áreas ligadas à mineração. “Com o depoimento dos profissionais e suas carreiras, podemos ver que a mineração é uma área muito rica para várias vertentes profissionais, o que nos dá muitas opções para trilharmos caminhos diversos na profissão”.
Formação e mercado
Para a coordenadora pedagógica do Colégio Estadual Luiz Navarro de Brito, Natalia Keller Trajber, a presença de profissionais que atuam diretamente no setor chamou a atenção dos estudantes por trazer situações concretas para dentro da sala de aula. Segundo a educadora, para muitos dos alunos, o contato com a mineração ainda estava restrito ao conteúdo introdutório do primeiro semestre.

Para Marta Ormond, esse workshop realizado pela BAMIN ilustra um modelo em que empresas participam da formação profissional não apenas como futuras contratantes, mas como agentes que ajudam a aproximar estudantes das exigências técnicas do mercado. “Foi uma grande honra, pois tive a oportunidade de demonstrar a relevância do potencial da mineração para a economia, tecnologia, inovação, transição energética e o desenvolvimento da sociedade como um todo”, afirma.
A Ramon Chalhoub saltou aos olhos o entusiasmo da turma. “Encontramos alunos extremamente interessados e participativos. Foi uma troca com muitas perguntas e discussões sobre o setor mineral e as oportunidades da região. Ao final, fomos surpreendidos por aplausos de pé, o que mostra o envolvimento dessa primeira turma”, observa.
Fortalecimento do empreendedorismo local
O workshop também foi uma oportunidade para o fortalecimento do empreendedorismo local. É que o coffee break da ocasião foi elaborado pela empresa da técnica em gastronomia Tailane Felicio, de 29 anos. Desde 2024, a empreendedora participa de iniciativas da BAMIN como a RIOLESC, o Biomas da Nossa Terra e o próprio Trilhos do Desenvolvimento.
“Participar como fornecedora de alimentos em um projeto voltado para alunos foi uma experiência muito especial e significativa para mim. Poder contribuir com meu trabalho em um evento tão importante para o desenvolvimento e incentivo dos estudantes foi motivo de muita gratidão e orgulho”, comemora.