BAMIN participa de captura de morcegos hematófagos em Brumado

Ação foi realizada após manifestação registrada no Alô BAMIN e incluiu orientações à comunidade sobre prevenção de doenças

Uma manifestação registrada no Alô BAMIN levou à captura de três morcegos hematófagos – que se alimentam de sangue – em uma estrutura da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, em Brumado, no dia 8 de outubro. A operação foi coordenada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), com apoio das equipes de Meio Ambiente e de Relações com Comunidades da BAMIN.

O canal da empresa recebeu a manifestação em 30 de julho, relatando a presença dos animais no quilômetro 1110+420 da ferrovia. Em vistoria realizada em 12 de agosto, a equipe de Meio Ambiente identificou morcegos da espécie Desmodus rotundus, conhecida como morcego-vampiro, em um Bueiro Duplo Celular de Concreto (BDCC). “A estrutura apresentava condições favoráveis ao abrigo dos animais, como pouca luminosidade, umidade e proteção contra intempéries”, explicou o gerente de Licenciamento e Controle Ambiental da BAMIN, Guilherme Ferreira.

Diante dos indícios de que se tratava de uma espécie hematófaga, a empresa comunicou a ocorrência à ADAB, órgão estadual responsável pelas ações de defesa sanitária animal, incluindo o controle de morcegos associados à transmissão da raiva. Após a captura com puçá – uma espécie de rede que não machuca – os três animais receberam, pela equipe da agência, uma pasta anticoagulante à base de varfarina e foram soltos. O método utiliza o comportamento natural de limpeza mútua dos morcegos: ao lamberem os indivíduos tratados, outros animais do abrigo entram em contato com a substância, ampliando o alcance do controle. O procedimento é regulamentado e utilizado pelos órgãos competentes para reduzir a população de morcegos hematófagos e o risco de transmissão da doença. Após a operação, foi recomendada a continuidade do monitoramento da estrutura para verificar uma possível reocupação do abrigo.

O bueiro funciona como abrigo temporário, geralmente ocupado por machos afastados de colônias maiores. Durante a atividade, a ADAB inspecionou três casas abandonadas, mas não localizou o abrigo maternidade, onde se concentra a maior parte da colônia, incluindo as fêmeas e os filhotes. Esse local pode estar situado em um raio de até cinco quilômetros. O analista ambiental José Milton Silva Freire Júnior explicou que a ação também incluiu orientações ao morador sobre os riscos de transmissão da raiva, a vacinação do rebanho e as medidas preventivas. “A educação sanitária é importante para que a comunidade conheça os riscos associados aos morcegos hematófagos e saiba como agir. O apoio dos moradores também pode ajudar a identificar o abrigo principal”, destacou.

Morador da Fazenda Lagoa da Barra, Apolônio Rodrigues dos Santos, de 44 anos, foi quem registrou a manifestação no Alô BAMIN. “Eu não botava muita fé que seria resolvido, mas a reclamação foi ouvida, foi tudo solucionado de forma rápida. A equipe da BAMIN está de parabéns pelo resultado. Também recebi orientações e aprendi algumas coisas que eu não sabia sobre como manusear, o que fazer e sobre como me prevenir contra doenças após o contato com os animais”, afirmou.

Para a coordenadora de Relações com as Comunidades da BAMIN, Ana Paula Dias, o atendimento reforça a importância do canal na comunicação com os moradores. “O Alô BAMIN permite que as comunidades levem suas demandas diretamente à empresa. Cada manifestação é encaminhada às equipes responsáveis, para que a situação seja avaliada e receba o tratamento adequado. Esse diálogo é fundamental para compreender as necessidades locais e buscar os encaminhamentos possíveis”, concluiu.

O Alô BAMIN recebe manifestações, dúvidas, solicitações de auxílio, sugestões e elogios pelo telefone e WhatsApp 0800 071 2005. O atendimento também é disponibilizado em Libras pelo www.bamin.com.br/atendimentolibras.

 

 

 

 

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