BAMIN promove ações de conscientização sobre violência contra a mulher

Programação do Agosto Lilás reúne palestra e rodas de conversa para colaboradores e distribuição de materiais informativos em comunidades próximas às unidades

A prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher estão no centro de uma série de ações promovidas pela BAMIN neste mês, em comunidades próximas à Mina Pedra de Ferro, à FIOL 1 e ao Porto Sul e nas próprias unidades da empresa. A programação faz parte do Agosto Lilás, e inclui a distribuição de materiais informativos e atividades de conscientização.

Um dos destaques foi a palestra online “Violência Doméstica: compreensão, enfrentamento e prevenção”, realizada na manhã da última quarta-feira (19), com participação de mais de 100 colaboradores da BAMIN e de empresas terceirizadas. Pelo segundo ano consecutivo, a atividade foi conduzida pela advogada Tatiéli Ferreira das Chagas, especialista em Direito e Processo Penal, violências domésticas e Direito Trabalhista.

Ao longo da apresentação, Tatiéli esclareceu os diferentes tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha, incluindo as formas física, psicológica, sexual, moral e patrimonial. Também chamou atenção para situações que nem sempre deixam marcas visíveis, como controle, humilhações, ameaças e restrições financeiras. “A violência doméstica é algo coletivo”, afirmou a advogada, que também explicou o ciclo da violência e os caminhos para buscar proteção.

A advogada também abordou as medidas protetivas, as redes de apoio e os canais para denunciar casos de violência, como o 180, da Central de Atendimento à Mulher, e o 190, da Polícia Militar. Segundo a especialista, reconhecer sinais pode ajudar a interromper situações de violência de pessoas próximas inclusive no ambiente de trabalho. “Todos podem ser agentes de mudança”.

Nesse sentido, Tatiéli chamou atenção ainda para situações em que a vítima ou alguém próximo não se sente à vontade para procurar diretamente uma delegacia. “Às vezes, as pessoas têm receio de denunciar na delegacia, temendo a exposição, então buscam a empresa em sigilo”, contou. Na BAMIN, existe um canal apropriado para esse tipo de denúncias, que preserva o anonimato, disponível pelo telefone (71) 3838-9760 e pelo e-mail canaldedenuncias@bamin.com.br.

 

Demais ações do Projeto Integrado 

A mobilização do Agosto Lilás também chegou às comunidades próximas ao Porto Sul. Entre os dias 10 e 19, equipes da BAMIN estiveram em Sambaituba, Joia do Atlântico, Ponta da Tulha e Olivença, onde conversaram com moradores e distribuíram materiais informativos sobre a violência contra a mulher. Em Ponta da Tulha, o assunto foi aprofundado em uma roda de conversa. Ao todo, 105 pessoas participaram diretamente da iniciativa, que alcançou aproximadamente 399 pessoas por meio das abordagens e da comunicação.

Os materiais apresentaram as formas de violência e orientaram sobre os canais de denúncia e serviços especializados de apoio e proteção. A abordagem também chamou atenção para o papel de vítimas e testemunhas na busca por ajuda. A proposta foi aproximar a informação da rotina das comunidades e facilitar o acesso aos caminhos disponíveis para prevenção e enfrentamento.

No Lote 1 da FIOL 1, em Ipiaú, o debate ocorreu no dia 11 de agosto, após um Diálogo Diário de Segurança (DDS), com a participação de 25 colaboradores. A conversa tratou dos diferentes tipos de violência, da prevenção e das formas de apoio. Na próxima quarta-feira (26), a pauta será retomada em um Diálogo Semanal de Segurança (DSS) no escritório de Salvador e em uma roda de conversa no Lote 4, em Brumado.

Para a coordenadora de Recursos Humanos da BAMIN, Natielem Oliveira, a campanha Agosto Lilás representa uma oportunidade importante para mobilizar colaboradores e terceiros em torno de um tema de grande relevância social. “Por meio dessas ações, a BAMIN busca estimular o diálogo, disseminar informação e reforçar a mensagem de que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva”, concluiu.

 

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