Mulheres de Aritaguá fortalecem renda com oficina de derivados do cacau

 Iniciativa capacita participantes do reassentamento rural em produção, precificação e comercialização, ampliando autonomia financeira

 Mulheres da comunidade de Aritaguá estão ampliando suas possibilidades de geração de renda a partir do cacau. A Oficina Produtiva de Geração de Renda com Derivados de Cacau, promovida pela BAMIN, nesta segunda, 27, reuniu participantes do Subprograma de Reassentamento Rural em uma iniciativa voltada ao protagonismo feminino e ao fortalecimento da autonomia econômica no contexto rural.

A ação teve como principal objetivo capacitar mulheres para o beneficiamento do cacau, agregando valor à produção agrícola das famílias reassentadas e criando oportunidades de renda. A iniciativa surgiu a partir da escuta ativa das demandas das próprias comunidades, que apontaram a necessidade de diversificar as fontes de sustento e potencializar o uso do cacau produzido na região. Nesse contexto, a oficina também integra estratégias mais amplas de recomposição dos meios de subsistência de produtores reassentados e economicamente deslocados.

Na prática, a oficina foi estruturada de forma integrada, combinando conteúdos teóricos e atividades práticas, além da valorização dos saberes tradicionais das participantes. Inicialmente, foram abordados aspectos sobre a origem do cacau e as diferenças entre o cacau comum e o cacau fino de aroma, destacando as diferenças de valor de mercado. Em seguida, houve uma reflexão sobre o papel das mulheres na cadeia produtiva, reconhecendo sua atuação desde o cultivo até a comercialização.

A etapa de transformação apresentou técnicas de beneficiamento e a produção de derivados com alto valor agregado, como nibs, geleias e licores. As participantes também acompanharam uma aula prática de produção de chocolate caseiro, com demonstração detalhada e orientações sobre custos, precificação e margem de lucro, aproximando o conhecimento técnico da realidade econômica local. A oficina incluiu ainda orientações sobre acesso ao mercado, estratégias de comercialização e fortalecimento da identidade dos produtos.

O público-alvo da ação foi composto por mulheres direta e indiretamente beneficiadas pelo Subprograma de Reassentamento Rural, incluindo pescadoras e marisqueiras, fortalecendo a inclusão produtiva em diferentes frentes da economia local.

De acordo com a analista de relacionamento com comunidades da BAMIN, Sandra Argolo, a iniciativa representa um passo importante para a autonomia das participantes. “Ao investir na capacitação das mulheres e no beneficiamento do cacau, conseguimos ampliar as possibilidades de geração de renda e fortalecer o protagonismo feminino. É uma ação que conecta o conhecimento técnico com a realidade das comunidades, criando caminhos concretos para o desenvolvimento sustentável”, destaca.

A capacitação em derivados de cacau contribui diretamente para o fortalecimento da economia local ao transformar a matéria-prima em produtos com maior valor de mercado, ampliando a margem de lucro das famílias e incentivando o empreendedorismo.

A ação foi realizada pelo Subprograma de Reassentamento Rural, em articulação com o Programa de Apoio ao Empreendedorismo, que apresentou a Incubadora Social do Porto Sul como uma oportunidade para as participantes interessadas em desenvolver produtos e estruturar seus próprios negócios no futuro. A iniciativa também contou com a interface do Programa de Comunicação e Interação Social, que abordou a temática da violência contra a mulher, ampliando o alcance social da atividade e promovendo um espaço de diálogo e conscientização.

 

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