Saberes ancestrais e sustentabilidade marcam implantação de sistema agroflorestal em aldeia Tupinambá de Olivença

Iniciativa promovida pelo Programa de Comunicação e Interação Social da BAMIN fortalece segurança alimentar, recuperação ambiental e valorização cultural na Aldeia Abaeté, em Ilhéus

A valorização dos saberes ancestrais e o fortalecimento da sustentabilidade estiveram no centro da ação “Implantação de Sistema Agroflorestal para recuperação de área”, realizada na Aldeia Abaeté, localizada no território indígena Tupinambá de Olivença, em Ilhéus. Promovida pelo Programa de Comunicação e Interação Social do Porto Sul, a atividade integra a segunda etapa do projeto “Intercâmbio de Saberes Ancestrais” e reuniu moradores da comunidade em torno de práticas de cultivo sustentável e preservação ambiental.

Conduzida pela herbalista e espagirista Jean Carla, a oficina envolveu a criação de canteiros e hortas, além do plantio de árvores nativas e espécies frutíferas, como a bananeira, utilizando técnicas agroflorestais. Também foram inseridas plantas ornamentais e flores que contribuem para o equilíbrio do ecossistema local. A atividade contou com a participação da Cacica Fia e dos moradores da aldeia, que acompanharam todas as etapas do plantio e receberam orientações sobre manejo agrícola e cultivo sustentável.

Mais do que uma ação ambiental, a iniciativa promoveu o resgate de conhecimentos tradicionais relacionados ao uso medicinal e fitoterápico das plantas, conectando a prática da espagiria aos saberes ancestrais indígenas. O sistema agroflorestal implantado busca ampliar a segurança alimentar da comunidade, contribuir para a regeneração do solo e fortalecer a autonomia do povo Tupinambá por meio de práticas sustentáveis e alinhadas à preservação cultural.

Após a implantação, a própria comunidade ficará responsável pelo cuidado da estrutura verde, que deverá produzir frutos nos próximos meses e se consolidar como um espaço permanente de aprendizado sobre cultivo, manejo agrícola e preservação ambiental.

De acordo com o coordenador de relacionamento com comunidades da BAMIN, Ramon Chalhoub, essa ação representa o compromisso da BAMIN e do Programa de Comunicação e Interação Social do Porto Sul com a valorização dos saberes tradicionais e o fortalecimento das comunidades do território. “O intercâmbio de conhecimentos realizado na Aldeia Abaeté une sustentabilidade, segurança alimentar e preservação cultural, respeitando a autonomia do povo Tupinambá e incentivando práticas que promovem regeneração ambiental e desenvolvimento social”, afirma.

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