
A etapa final do projeto foi marcada pelos eventos de culminância realizados nos municípios de Itagibá (Lote 1), Itagi (Lote 2), Contendas do Sincorá (Lote 3) e Lagoa Real (Lote 4). As apresentações reuniram estudantes, famílias e representantes das comunidades em momentos de celebração, aprendizado e troca de experiências, evidenciando como as manifestações culturais locais podem ser aliadas da conservação ambiental.
A iniciativa integra as ações previstas no Plano Básico Ambiental (PBA), por meio do Programa de Educação Ambiental, e foi construída a partir do Diagnóstico Socioambiental Participativo (DSAP), contemplando jovens entre 11 e 15 anos residentes nas áreas próximas da ferrovia.
Ao longo dos 537 quilômetros da FIOL I, que atravessam 24 municípios baianos, o projeto promoveu reflexões sobre a importância da preservação dos três biomas presentes no território: Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, sempre associando a proteção dos recursos naturais aos saberes, tradições e modos de vida das comunidades. A proposta dialoga diretamente com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, da Organização das Nações Unidas (ONU), que incentiva uma educação inclusiva, de qualidade e voltada para o desenvolvimento sustentável e a valorização da diversidade cultural.
Educação ambiental construída com participação

O percurso começou com atividades de integração e apresentação das ações do Programa de Educação Ambiental, fortalecendo o vínculo entre os jovens e o projeto. Em seguida, as comunidades elaboraram um Mapa Cultural Participativo, ferramenta de cartografia social que permitiu identificar potencialidades locais, como agricultura, culinária, artesanato, música e dança, além dos principais desafios socioambientais, entre eles a escassez de água, o saneamento básico e a gestão de resíduos.
Nas oficinas temáticas, dinâmicas lúdicas e atividades colaborativas estimularam discussões sobre a relação entre cultura e meio ambiente, demonstrando como a preservação dos recursos naturais também contribui para manter vivas as tradições de cada território.
Arte como expressão da identidade e da preservação

Para viabilizar as apresentações, cada grupo recebeu apoio para a produção das atividades, fortalecendo o protagonismo juvenil e incentivando a participação coletiva.
Cada município destacou aspectos únicos de seu território: em Itagibá, as apresentações ressaltaram a transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado e a força da identidade comunitária; em Itagi, ganharam espaço as tradições locais e a biodiversidade regional; em Contendas do Sincorá, a Caatinga foi retratada como símbolo de resistência e riqueza ambiental; e, em Lagoa Real, o encerramento do projeto reuniu os saberes e fazeres materiais e imateriais que caracterizam o território.